Empresas que pagaram tarifas impostas durante o governo de Donald Trump poderão solicitar reembolso a partir de segunda-feira, 20 de abril, às 20h (horário de Brasília). A liberação ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos ter concluído, em fevereiro, que o Executivo não tinha autorização legal para cobrar esses valores com base na International Emergency Economic Powers Act (IEEPA), atribuição que cabe ao Congresso.
O Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) lançará a primeira etapa do sistema de ressarcimento no portal Automated Commercial Environment (ACE). Por meio da ferramenta CAPE (Consolidated Administration and Processing of Entries), importadores e despachantes aduaneiros poderão registrar os pedidos de devolução.
Documentos judiciais apontam que mais de 330 mil importadores pagaram tarifas sobre cerca de 53 milhões de remessas, totalizando aproximadamente US$ 166 bilhões. A Corte de Comércio Internacional já determinou que o CBP reliquide as entradas afetadas, retire as tarifas e devolva os valores acrescidos de juros.
Depois que o CBP validar cada solicitação, os tributos serão recalculados sem a sobretaxa da IEEPA. A expectativa do órgão é concluir a maior parte dos pagamentos entre 60 e 90 dias após a aceitação do pedido, embora casos mais complexos possam exigir mais tempo.
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Nesta fase inicial, o sistema aceitará apenas entradas ainda não liquidadas e aquelas dentro de 80 dias do fechamento contábil. A agência classifica o volume de reembolsos como “inédito” e alerta que parte do trabalho precisará de processamento manual.
Os recursos serão depositados diretamente nas contas das empresas que arcaram com as tarifas, marcando o primeiro passo para reverter uma das principais políticas comerciais adotadas pelo ex-presidente.