
O governo dos Estados Unidos abriu, na segunda-feira (17), um processo contra Edward Zimbardi, de 59 anos, acusado de comandar um esquema Ponzi de criptomoedas de US$ 165 milhões chamado “The Crypto Program”. O esquema teria funcionado entre junho de 2022 e agosto de 2023, até entrar em colapso.
De acordo com o processo, Zimbardi teria usado o dinheiro de novos investidores para pagar pessoas que haviam entrado anteriormente no esquema. Essa dinâmica caracteriza um esquema Ponzi, modelo de fraude em que os pagamentos aos participantes antigos dependem da entrada de novos recursos, em vez de uma atividade legítima capaz de gerar os retornos prometidos.
O executivo teria fugido para o Fiji depois do colapso. Ele foi preso e deportado para os Estados Unidos, onde deverá responder ao processo.
O esquema teria recebido US$ 165 milhões. Desse total, Zimbardi teria apostado US$ 34 milhões em operações cambiais consideradas arriscadas e perdido boa parte do valor. Para cobrir o rombo, ele teria recorrido ao dinheiro de novos investidores para honrar pagamentos anteriores.
O processo também afirma que pelo menos US$ 10 milhões dos investidores teriam sido usados em despesas pessoais. Entre os gastos citados estão a compra de uma casa para o filho de Zimbardi, veículos de luxo e pagamentos de pensão à ex-esposa.
Após o colapso do esquema, Zimbardi teria viajado para o Havaí e, depois, para Fiji. Ele teria vivido no país por cerca de um ano antes de ser deportado para os Estados Unidos. A abertura da notícia menciona a fuga para o Fiji, enquanto os demais trechos registram o destino como Fiji.
Marlo Graham, agente especial responsável pelo FBI em Atlanta, destacou a distância entre os Estados Unidos e Fiji ao comentar a captura de Zimbardi.

“Zimbardi supostamente se aproveitou da confiança das pessoas por meio de um esquema complexo para tirar delas o dinheiro que conquistaram com seu trabalho e depois teria fugido por mais de 11.700 quilômetros até o Pacífico Sul. Os golpistas estão tentando de tudo para tirar das pessoas o dinheiro que conquistaram com seu trabalho, mas o FBI está fazendo todo o possível para impedir que tenham sucesso, não importa onde se escondam.”
O caso ocorre depois de outro executivo ser processado nos Estados Unidos por liderar um esquema apontado como ainda maior, de US$ 400 milhões.
O FBI criou um site para identificar vítimas do “The Crypto Program”. As autoridades informaram que o esquema teria mudado posteriormente de nome para “Amsys”.
A identificação pode contribuir para as investigações e teria como possível objetivo permitir a restituição das perdas aos afetados pelo esquema de Zimbardi. A restituição é apresentada como uma possibilidade, não como resultado já confirmado.
Zimbardi enfrenta 12 acusações de fraude eletrônica, 12 acusações de lavagem de dinheiro, uma acusação de denúncia criminal federal e uma acusação de conspiração para lavagem de dinheiro.
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