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O Ibovespa operava em alta de pouco mais de 1% na metade da sessão desta quinta-feira (25/06/2026), superando novamente o patamar de 172 mil pontos. O movimento acompanha o avanço dos principais índices em Wall Street e foi reforçado por uma leitura mais branda da inflação medida pelo IPCA-15 de junho.
O IPCA-15 subiu 0,41% neste mês, desacelerando em relação aos 0,62% de maio e ficando abaixo da mediana de 0,44% esperada pelo mercado. No acumulado de 12 meses, a taxa recuou a 4,80% (ante projeção de 4,83%). Para o investidor iniciante, um número menor que o previsto sinaliza menor pressão sobre preços e reduz, no curto prazo, a necessidade de altas adicionais da Selic – embora o patamar ainda esteja acima da meta de 3% perseguida pelo Banco Central.
Além do índice cheio, houve alívio nos chamados “núcleos de inflação” (medidas que excluem itens mais voláteis) e na difusão, que mostra a extensão dos reajustes de preços pela economia. Esses detalhes costumam ser observados de perto porque ajudam a prever a persistência da inflação.
Na mesma manhã, o mercado analisou o Relatório de Política Monetária (RPM) do Banco Central e comentários de diretores da instituição. O BC reiterou que enxerga assimetria altista no balanço de riscos, citando as medidas fiscais recentes como potencial estímulo à demanda. No cenário de referência da autoridade monetária, a inflação só voltaria ao centro da meta em 2029, o que mantém dúvidas sobre o ritmo de cortes na taxa Selic.
Para quem investe em renda fixa, essa combinação de inflação ainda resiliente e BC vigilante tende a sustentar prêmios nos títulos atrelados ao IPCA e no Tesouro Selic, enquanto os vértices prefixados podem continuar voláteis diante das incertezas sobre a trajetória de juros.
Imagem: Estadão Cteúdo
Depois de recuar nas primeiras horas do pregão, o petróleo retomou o terreno positivo por volta das 11h. A virada deu suporte às ações da Petrobras, que exibiam ganhos modestos no horário — efeito relevante, já que a petroleira carrega peso considerável no índice. O cenário externo também contribuiu: Dow Jones e S&P 500 subiam, sustentados por expectativas de inflação controlada nos Estados Unidos antes da divulgação do PCE de maio.
Para o investidor de perfil conservador, o ambiente ainda favorece diversificação entre pós-fixados e títulos atrelados ao IPCA, que protegem contra oscilações no curto prazo. Já quem olha para ações precisa monitorar de perto a evolução dos preços ao consumidor aqui e lá fora: a cada dado de inflação, as curvas de juros e, por consequência, os múltiplos de Bolsa podem mudar de direção rapidamente.
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