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O Ibovespa abriu esta terça-feira (16) no vermelho e, às 10h10, perdia 0,60%, aos 169.395 pontos. O movimento acompanha a forte queda dos preços do petróleo após um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã, além de dados fracos do comércio brasileiro e cautela global antes da chamada Super Quarta, quando Banco Central (Copom) e Federal Reserve decidem suas taxas de juros.
Os contratos do Brent para julho cediam 3,85%, a US$ 79,97 o barril, enquanto o WTI recuava 4,38%, a US$ 77,21. O alívio ocorre com a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz e prorrogação de cessar-fogo no Oriente Médio, pontos que podem normalizar o fluxo de oferta global.
Segundo o IBGE, o volume vendido no varejo nacional encolheu 1,5% em abril contra março, o pior resultado em quase quatro anos. Na comparação anual, houve alta de 1,0%, bem abaixo da expectativa do mercado (1,95%). O recuo foi puxado principalmente por combustíveis, cuja alta de preços inibiu o consumo.
A fraqueza do varejo reforça a leitura de que os juros ainda elevados – a Selic segue em dois dígitos – continuam a pesar sobre o crédito e a renda disponível das famílias.
O dólar à vista subia 0,04%, a R$ 5,0686, acompanhando a leve valorização da moeda norte-americana frente a pares no exterior. O índice DXY operava estável a 99.628 pontos.
Imagem: Liliane de Lima
Lá fora, o Banco do Japão elevou sua taxa de curto prazo de 0,75% para 1%, maior nível desde 1995. A decisão se soma ao movimento de aperto monetário observado em outros bancos centrais e mantém a atenção dos mercados em torno de custos de financiamento mais altos.
Amanhã (17), o Copom e o Fed divulgam suas decisões. Mesmo que não haja surpresa nas taxas, investidores observam o tom dos comunicados para estimar o ritmo futuro dos cortes (ou pausas) no Brasil e nos EUA. Qualquer sinal de política monetária mais dura pode mexer com câmbio, Bolsa e títulos públicos.
A combinação de petróleo mais baixo, dados domésticos fracos e cautela pré-decisões de juros mantém o clima de prudência na B3. Para quem está começando, informação e diversificação seguem como principais aliados em dias de maior volatilidade.
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