O Ibovespa encerrou a sexta semana seguida em queda, algo que não ocorria desde 2018. O recuo de 0,61% nos últimos cinco pregões levou o índice aos 176 mil pontos, acumulando perda de 11,2% desde o recorde de abril. Apesar da sequência negativa, o saldo de 2026 ainda é positivo em 9,36%.
Para quem está começando, a principal consequência de um Ibovespa em queda é a maior volatilidade da carteira. Com juros mais altos, produtos de renda fixa atrelados ao CDI ou ao Tesouro Direto tornam-se naturalmente mais competitivos, enquanto múltiplos de ações tendem a encolher.
Ao mesmo tempo, o dólar voltou a rondar R$ 5,03, o que pressiona empresas dependentes de insumos importados, mas melhora a receita de exportadoras como Vale e Suzano.
Mesmo com a possibilidade de cessar-fogo no Golfo Pérsico — que, em tese, reduziria o prêmio de risco global — a Bolsa brasileira ficou de lado. O motivo é o peso de quase 13% da Petrobras no índice. Se o petróleo cair com a reabertura de Ormuz, ações da estatal podem sofrer, anulando ganhos de setores que se beneficiam de juros menores, como varejo e bancos.
Imagem: Getty s
Os contratos de DI para janeiro de 2027 passaram de 14,04% para 14,08% ao ano. Em prazos mais longos, o mercado exige prêmio adicional, refletindo receio fiscal. Quanto mais alto o rendimento futuro, maior o desconto aplicado às ações hoje.
Por ora, o investidor encontra um cenário de Bolsa barata, mas ainda dominado pela incerteza sobre energia e juros. Até que o conflito no Oriente Médio mostre avanços concretos, a cautela deve seguir ditando o ritmo dos negócios.
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