
O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira (31) com alta de 0,47%, aos 177.999,00 pontos, e fechou julho com valorização de 3,47%. O principal índice da B3 também acumulou ganho de 2,27% na semana e passou a registrar alta de 10,47% no ano, interrompendo uma sequência de quatro meses de perdas.
Com o resultado, o índice consolidou a segunda semana consecutiva de ganhos e voltou ao maior nível de fechamento desde maio. A alta do dia foi sustentada principalmente pelas ações de commodities, pelo setor financeiro e pelo desempenho positivo das bolsas norte-americanas.
O pregão começou com mais de duas horas de atraso devido a uma intercorrência operacional em um dos sistemas da B3. A bolsa informou que o problema foi tecnológico e descartou ataque hacker ou interferência externa.
Na abertura, o Ibovespa chegou a recuar 0,08%, aos 177.013,85 pontos. Durante a sessão, alcançou a máxima de 178.718,91 pontos, uma alta de 0,88%.
A última cotação do índice no pregão anterior, quinta-feira (30), havia sido de 177.158,86 pontos, com valorização de 1,88%.
As units do Santander (SANB11) lideraram os ganhos do Ibovespa, com alta de 13,35%. O movimento ocorreu após o banco anunciar uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações de sua unidade brasileira.

A OPA é uma oferta para aquisição de ações, mas o material não informa outros detalhes sobre a operação ou suas condições.
Também estiveram entre as maiores altas do dia:
Na ponta negativa do índice, os destaques foram:
As ações da Petrobras sustentaram parte da alta do índice. PETR3 subiu 1,01%, enquanto PETR4 avançou 1,35%. Os papéis foram beneficiados pela recuperação do petróleo e pela repercussão positiva dos dados de produção do segundo trimestre.
A Vale (VALE3) fechou em alta de 0,25%, mesmo com a queda do minério de ferro. O mercado repercutiu o balanço divulgado na quinta-feira, o anúncio de recompra de ações e os esclarecimentos apresentados pela companhia durante a teleconferência de resultados.

O dólar comercial fechou em alta de 0,14%, cotado a R$ 5,0880.
Para Luca Girardi, analista da Nomad, a leve alta da moeda americana frente ao real refletiu principalmente fatores técnicos ligados à formação da Ptax de fim de mês e ao atraso na abertura da B3. No exterior, o dólar também ganhou força diante da alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
Essa movimentação ocorreu após discursos mais rígidos de dirigentes do Federal Reserve, o banco central norte-americano, reforçarem a expectativa de juros elevados por mais tempo.
Mesmo nesse cenário, os principais índices de Nova York fecharam em alta, impulsionados principalmente pelos resultados da Amazon:
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