O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou esta sexta-feira em novo pico histórico, aos 3.931,06 pontos, avanço de 0,42% no dia. É a segunda máxima consecutiva registrada na semana.
Na quinta-feira (16), o indicador alcançou 3.915 pontos no intraday, ultrapassando o antigo topo e reforçando a sequência de ganhos que marca o desempenho dos FIIs desde o início de 2026. O recorde anterior datava de 27 de fevereiro deste ano, quando o índice chegou a 3.912 pontos e fechou a sessão a 3.911,9 pontos.
A valorização ocorre em meio a maior participação de pessoas físicas no mercado de fundos imobiliários. Dados da B3 indicam que o segmento já soma mais de 3 milhões de investidores, patrimônio próximo de R$ 200 bilhões e volume diário médio perto de R$ 500 milhões — cerca de 50% acima do observado em 2025.
Para Bianca Maria, gerente de Produtos de Cash Equities da B3, a expectativa de início de ciclo de queda da Selic deve impulsionar ainda mais o interesse pelos FIIs diante da redução da atratividade relativa da renda fixa. “De forma geral, a descida dos juros tende a favorecer produtos de renda variável, incluindo os fundos imobiliários”, afirma. Ela acrescenta que o setor hoje conta com base mais ampla e resiliente, não dependendo apenas de cortes rápidos na taxa básica para manter o fluxo de investidores.
O boletim mensal da B3 mostra que o número de investidores em FIIs saiu de 2,796 milhões em março de 2025 para 2,902 milhões em novembro do mesmo ano, com acréscimos mensais entre 6 mil e 21 mil pessoas. A partir de dezembro houve aceleração: o total subiu em 61 mil, atingindo 2,963 milhões.
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Em janeiro de 2026, o avanço foi de 70 mil cotistas, seguido por 43 mil em fevereiro e 54 mil em março, quando a base alcançou aproximadamente 3,13 milhões de investidores.
O desempenho do IFIX ao longo da semana do Copom, somado à expansão da base de participantes, reforça o momento positivo dos fundos imobiliários no mercado brasileiro.