Os trabalhadores por conta própria precisaram dedicar, em média, 45 horas por semana ao ofício principal no primeiro trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada pelo IBGE. A carga é 13,6% superior à dos empregados, que registraram 39,6 horas, e quase 20% acima da dos empregadores (37,6 horas).
A média geral das quatro categorias ficou em 39,2 horas, ligeiramente abaixo do pico histórico observado em 2012 (40,6 horas).
Sem contrato que limite o expediente, o profissional por conta própria tende a estender o dia de trabalho para atingir a renda desejada. Além disso, ele não conta com equipe para dividir tarefas, ao contrário de muitos empregadores. Exemplo marcante são motoristas e entregadores de aplicativos: quanto mais tempo disponíveis na plataforma, maior a receita obtida.
Horas extras significam renda potencialmente maior, mas também maior exposição a:
Para quem investe, essa volatilidade na receita pode dificultar aportes frequentes em produtos como Tesouro Direto ou fundos, exigindo reserva de emergência mais robusta e atenção redobrada a despesas essenciais.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
A divulgação dos dados ocorre enquanto o Congresso discute projeto de lei que extingue a escala 6×1 para empregados formais. Se aprovado, o novo modelo pode alterar a distribuição de folgas e, potencialmente, reduzir horas contratadas em alguns setores. Embora o tema não atinja diretamente os autônomos, mudanças na legislação trabalhista podem influenciar a decisão de parte da força de trabalho sobre permanecer ou não no regime por conta própria.
Acompanhar esses fatores ajuda o investidor iniciante a compreender por que a renda do trabalho pode flutuar e como isso influencia a capacidade de poupança e investimentos futuros.
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