Juros futuros encerram dia sem rumo único após ata do Copom e recuo do petróleo

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A curva de juros futuros terminou a sessão desta terça-feira, 5 de maio de 2026, sem tendência definida, influenciada pela divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e pela queda dos preços do petróleo.

Desempenho das principais taxas

Nos vencimentos de curto e médio prazos, as taxas recuaram:

• DI para janeiro de 2027: recuo de 6 pontos-base, para 14,140%, ante 14,210% no ajuste anterior.

• DI para janeiro de 2029: queda de 8 pontos-base, a 13,765%, frente aos 13,850% do fechamento anterior.

Na ponta longa, houve leve avanço:

• DI para janeiro de 2036: alta de 2 pontos-base, encerrando a 13,875%, contra 13,885% na véspera.

Impacto nos Treasuries

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries também cederam. O yield de dois anos caiu para 3,944% (de 3,962%), enquanto o retorno do papel de dez anos recuou a 4,426% (de 4,446%).

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Imagem: Liliane de Lima via moneytimes.com.br

Copom mantém tom cauteloso

A ata divulgada pelo Banco Central apontou incertezas ligadas ao conflito no Oriente Médio e à política econômica norte-americana, reforçando a necessidade de prudência em economias emergentes. O documento ainda destacou a moderação da atividade doméstica, atribuída ao período prolongado de política monetária restritiva. Na semana anterior, a Selic havia sido reduzida para 14,50% ao ano.

Para Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos, a menção às expectativas de inflação para prazos mais longos, especialmente 2028, pode abrir debate sobre a ampliação do horizonte de convergência da meta.

Alívio geopolítico e petróleo em baixa

Sinais de distensão entre Estados Unidos e Irã também influenciaram o mercado. O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou que a operação de proteção a navios no Estreito de Ormuz é temporária e não visa ampliar o conflito. Mais tarde, o presidente Donald Trump evitou detalhar o que configuraria violação do cessar-fogo, negando disparos contra embarcações escoltadas pelos EUA.

Do lado paquistanês, o chanceler Muhammad Ishaq Dar disse acreditar em progresso nas negociações entre Washington e Teerã, segundo declaração divulgada pela rede Al Jazeera.

Com o clima mais ameno, o contrato de Brent para julho caiu 3,99%, fechando a US$ 109,87 o barril na ICE, em Londres.

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