Juros de hipotecas nos EUA voltam a subir para 6,49% em meio a inflação resistente

Camila RochaCamila RochaDificuldades e desafios5 minutos atrás7 Visualizações

A taxa média do financiamento imobiliário de 30 anos nos Estados Unidos subiu de 6,47% para 6,49% na última semana, segundo a pesquisa semanal da Freddie Mac. O movimento interrompeu uma sequência de relativa estabilidade observada nos últimos quarenta dias.

Como as taxas chegaram até aqui

Os juros das hipotecas americanas não são definidos diretamente pelo banco central dos EUA (Fed), mas acompanham de perto o rendimento dos Títulos do Tesouro de 10 anos. Nesta quinta-feira, o yield desses papéis rondava 4,4%, nível elevado para padrões históricos recentes.

O Fed manteve sua taxa básica na faixa de 3,50% a 3,75% na reunião mais recente. Ainda assim, a inflação medida pelo índice PCE continua distante da meta de 2% — 4,1% no dado cheio e 3,4% no núcleo. Parte dessa persistência é atribuída à guerra envolvendo o Irã, que pressiona os preços do petróleo.

Reação do mercado imobiliário

  • A Freddie Mac apontou queda moderada na procura por novas hipotecas em relação à semana anterior.
  • Já a refinanciamento de contratos existentes vem crescendo, sinalizando que alguns tomadores tentam travar juros antes de novas altas.
  • A taxa do financiamento de 15 anos também subiu, de 5,81% para 5,84%.

Por que o investidor brasileiro deve acompanhar

Juros longos mais altos nos EUA costumam:

Juros de hipotecas nos EUA voltam a subir para 6,49% em meio a inflação resistente - Imagem do artigo original

Imagem: Eric Revell FOXBusiness

  • Aumentar a atratividade dos Treasuries, o que pode desviar capital de mercados emergentes, inclusive a Bolsa brasileira.
  • Fortalecer o dólar, afetando empresas exportadoras, importadoras e quem investe em BDRs ou fundos cambiais.
  • Reduzir o espaço para cortes na Selic, já que taxas internas muito abaixo das americanas tendem a pressionar o câmbio e a inflação no Brasil.

Para quem acompanha renda fixa local, a manutenção de um diferencial de juros confortável entre Selic e Treasuries costuma ser decisiva para o apetite estrangeiro por títulos do Tesouro Direto e por debêntures.

O que monitorar nas próximas semanas

  • Próxima divulgação do CPI americano, que pode reforçar (ou aliviar) a pressão de alta nos juros.
  • Evolução dos preços do petróleo diante do conflito no Oriente Médio.
  • Sinais do Fed sobre possíveis ajustes ainda em 2024, indicados pela ferramenta CME FedWatch.
  • Dados de emprego nos EUA, determinantes para a trajetória do consumo e da inflação.

Enquanto a inflação se mantém firme e os rendimentos dos Treasuries seguem altos, a tendência é que o custo do crédito imobiliário nos EUA permaneça elevado, influenciando não só o mercado de moradia americano, mas também o humor dos investidores ao redor do mundo.

Ferramentas úteis para investidores

Use as ferramentas gratuitas do Trader Iniciante para simular investimentos, acompanhar o Tesouro Direto e consultar resultados atualizados.

0 Votes: 0 Upvotes, 0 Downvotes (0 Points)

Deixe um Comentário

Post anterior

Próxima postagem

Comentários Recentes

Trader Iniciante é um participante do Programa de Associados da Amazon.

Pesquisar tendência
Redação
carregamento

Entrar em 3 segundos...

Inscrever-se 3 segundos...