
O Grupo Americanas teve o encerramento de sua recuperação judicial decretado pela Justiça do Rio de Janeiro na segunda-feira, 19 de outubro de 2026. A 4ª Vara Empresarial da capital considerou cumpridas as obrigações do plano de recuperação. A decisão ainda está sujeita a recurso.
A administração judicial e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) haviam se manifestado a favor do encerramento. Com a decisão, a expressão “em recuperação judicial” deverá ser excluída dos nomes das empresas nos registros oficiais.
O fim do processo, porém, não impede a cobrança de obrigações previstas no plano. Questões relacionadas aos credores ainda poderão ser discutidas na Justiça.
A Americanas entrou em recuperação judicial em janeiro de 2023, depois da revelação de irregularidades contábeis de cerca de R$ 20 bilhões. Naquele momento, a companhia informou que suas dívidas somavam aproximadamente R$ 43 bilhões, o que levou à reestruturação dos débitos com os credores.
O plano de recuperação foi aprovado em dezembro de 2023 e recebeu a homologação da Justiça em fevereiro de 2024.
Em fato relevante dirigido ao mercado, a Americanas classificou o encerramento como um marco importante de sua trajetória e afirmou que ele abre uma nova etapa para os negócios. A companhia também agradeceu a confiança de associados, fornecedores, clientes e demais parceiros.

O comunicado foi assinado por Sebastien Durchor, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Americanas.
Na sentença, o juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira esclareceu que encerrar a recuperação judicial não impede que sejam cobradas obrigações estabelecidas no plano.
“Qualquer credor que se repute prejudicado por descumprimento de obrigação do plano poderá requerer a execução específica ou a falência”, escreveu o magistrado.
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