
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) arrecadou R$ 3 bilhões em bônus de assinatura com o arremate de 49 blocos no 6º ciclo da Oferta Permanente de Concessão, realizado na quarta-feira, 7 de outubro de 2026. Para a primeira fase dos contratos, dedicada à exploração, estão previstos investimentos de R$ 4,5 bilhões.
A arrecadação em bônus de assinatura e os investimentos previstos na exploração são valores distintos: os R$ 3 bilhões correspondem ao resultado da venda dos blocos, enquanto os R$ 4,5 bilhões se referem à previsão para a etapa inicial dos contratos.
Os 49 blocos ficam nas bacias Potiguar, Tacutu, Recôncavo, Parnaíba, Tucano Sul, Campos e Ceará.
Também foram arrematadas três áreas com acumulações marginais, localizadas nas bacias Potiguar e Tucano Sul. Para essas áreas, o bônus foi de R$ 1,5 bilhão, com ágio médio de 442%.
Na manhã do mesmo dia, a ANP realizou outro certame: o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP). O maior leilão de blocos de exploração e produção de petróleo e gás do chamado Polígono do Pré-Sal terminou com sete dos 13 blocos ofertados arrematados.

Esse foi o leilão do pré-sal com o maior número de blocos arrematados. No ciclo anterior, o terceiro, realizado em 2025, houve cinco áreas licitadas.
Com o resultado, a área exploratória sob o regime de partilha aumenta 58% e chega a 39,2 mil quilômetros quadrados. Essa extensão equivale a cerca de 90% do território do estado do Rio de Janeiro, de 43,8 mil quilômetros quadrados.
Para o 6º ciclo da Oferta Permanente de Concessão, a assinatura dos contratos está prevista para ocorrer até 26 de fevereiro de 2027.
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