Berlim, 18 de abril de 2026 – A Lufthansa informou nesta terça-feira que retirará cerca de 20 000 voos de curta distância de sua malha até outubro, alegando que a forte alta do preço do querosene de aviação tornou várias rotas financeiramente inviáveis.
Segundo a companhia alemã, a medida deve representar economia aproximada de 40 000 toneladas métricas de combustível. O custo do querosene, acrescentou o grupo, praticamente dobrou desde o início do conflito envolvendo o Irã, elevando consideravelmente as despesas operacionais.
A Lufthansa não é a única a rever rotas. A Air Canada anunciou na sexta-feira a suspensão de determinados voos para os Estados Unidos, também em resposta ao encarecimento do combustível. Já a Delta Air Lines reduziu algumas frequências de verão, descrevendo a mudança como parte de seu planejamento usual.
Paralelamente, grandes empresas aéreas norte-americanas – entre elas JetBlue, United, Delta e Southwest – elevaram recentemente as tarifas de bagagem despachada. De acordo com Sean Cudahy, analista do site The Points Guy, as companhias estão repassando aos passageiros o aumento dos custos de operação, principalmente do combustível, que é o segundo maior gasto do setor.
Imagem: Sophia Compton FOXBusiness via foxbusiness.com
A volatilidade nos preços de energia intensificou-se desde que o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz passou a ser ameaçado por ataques iranianos a cargueiros. A restrição na passagem, vital para o transporte de petróleo bruto utilizado na produção de querosene de aviação, pressiona a oferta e mantém os preços elevados.
Especialistas alertam que, mesmo que o estreito seja reaberto integralmente, as tarifas aéreas tendem a continuar altas por vários meses, e as taxas de bagagem, uma vez reajustadas, raramente voltam aos níveis anteriores.