O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou resultados concretos do Desenrola 2, novo pacote de renegociação de dívidas, durante reunião realizada nesta terça-feira (28) em Brasília.
No encontro, Lula recebeu detalhes técnicos do programa e não contestou os parâmetros definidos na véspera pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, junto aos presidentes de sete instituições financeiras. A principal diretriz prevê teto de juros de 1,99% ao mês para dívidas renegociadas e prazo máximo de quatro anos para pagamento.
O apelo por eficácia ocorre após o Desenrola lançado em 2023 ter ficado aquém do esperado. Na ocasião, cerca de 15 milhões de pessoas regularizaram mais de R$ 53 bilhões em débitos, mas avaliação do Ministério do Planejamento apontou que o alcance poderia ter sido maior, considerando o número de consumidores de baixa renda negativados e os recursos já disponibilizados.
Para agilizar a nova fase, o governo prepara uma medida provisória que autoriza imediatamente as regras de renegociação e o aporte de recursos ao FGO (Fundo de Garantia de Operações). Participantes da reunião indicam que o montante inicial deverá variar entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões, proveniente de valores esquecidos em contas bancárias. Se necessário, haveria capitalização adicional.
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Assessores presidenciais afirmaram que haverá campanha de divulgação comandada por bancos públicos e privados. No Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal, a comunicação será coordenada com a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República.