O fundador e CEO da Nvidia, Jensen Huang, enviou um recado direto a formuladores de política em Washington: as restrições de exportação de chips dos Estados Unidos não impediram a China de acessar semicondutores de alto desempenho. Segundo o executivo, o país asiático “já tem todos os chips de que precisa”, enquanto a estatal Huawei “prospera em nossa ausência”.
O mercado de semicondutores é peça-chave na corrida global por inteligência artificial (IA). GPUs de última geração, como as fabricadas pela Nvidia, são usadas em data centers, geração de imagens e sistemas de defesa. Quando os EUA limitam o envio desses componentes, o objetivo é preservar vantagem competitiva e de segurança nacional. Porém, na prática, Huang sugere que a medida:
Apesar das barreiras, o governo norte-americano aprovou licenças para que alguns clientes chineses usem o chip H200, um dos mais avançados da Nvidia. As vendas, porém, continuam sujeitas a critérios de volume e especificação para evitar que o hardware seja empregado em programas militares de Pequim.
Para investidores brasileiros, o embate EUA-China influencia:
Imagem: Kristen Altus FOXBusiness
Huang também ressaltou que sistemas de inteligência e radar das Forças Armadas dos EUA utilizam processadores da companhia e que o código-fonte é aberto para adaptações militares. A fala reforça a conexão entre a indústria de chips e a segurança nacional, principal motor das restrições em vigor.
Na ausência de consenso entre Washington e Pequim, o investidor vê aumentar a incerteza regulatória em um dos setores mais estratégicos da economia mundial.
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