
A Oncoclínicas anunciou em 14 de outubro de 2026 que seu Conselho de Administração aprovou a criação de um Comitê Especial Independente para investigar atos da administração anterior da rede hospitalar. A aprovação ocorreu em 25 de agosto de 2026.
O anúncio acontece em meio a uma grave crise financeira da companhia, que acumula cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas e entrou em recuperação extrajudicial após um período de expansão acelerada financiada por endividamento.
Além da situação financeira, disputas societárias envolvendo o Goldman Sachs e o fundo de investimento do tipo hedge fund Centaurus, assim como vínculos com a fraude do Banco Master, ampliam as incertezas sobre a governança e a sobrevivência da empresa.
A trajetória da Oncoclínicas começou em 2010, quando o oncologista Bruno Ferrari fundou a empresa em Belo Horizonte. De uma única clínica, o grupo se tornou uma das maiores redes privadas brasileiras dedicadas ao tratamento de câncer, com atendimento a centenas de milhares de pacientes por ano em dezenas de cidades.

A expansão foi construída por aquisições e parcerias, que consolidaram a presença da companhia em um segmento de alta demanda. O grupo reúne serviços integrados de quimioterapia, radioterapia e diagnóstico. A liderança no setor e a relevância médica, porém, não impediram a crise financeira.
De acordo com a Oncoclínicas, as investigações do comitê permaneciam em andamento e não haviam produzido conclusões até a data do comunicado. A companhia ressaltou que “a existência das apurações não representa, por si, juízo sobre a regularidade dos atos examinados ou sobre a conduta de quaisquer pessoas”.
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