A Opep+ decidiu neste domingo (3) elevar em 188 mil barris por dia a meta coletiva de produção de petróleo para junho, estabelecendo o terceiro acréscimo mensal consecutivo desde o fechamento do Estreito de Ormuz.
O ajuste, acertado em reunião virtual, envolve sete países — Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão, Rússia e Omã — e repete o volume autorizado para maio, descontada a participação dos Emirados Árabes Unidos, que deixaram a aliança em 1º de maio.
Apesar do reajuste, a oferta física continua restrita pela guerra com o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, que mantém bloqueado o principal corredor marítimo do Golfo. A interrupção reduziu as exportações de Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e dos próprios Emirados, elevando as cotações do barril para acima de US$ 125, maior patamar em quatro anos.
Analistas veem o gesto como sinal de que o grupo pretende ampliar a oferta assim que o conflito terminar, preservando o método usual de definição de metas mesmo após a saída dos Emirados.
A cota da Arábia Saudita, maior produtora da organização, passa a 10,291 milhões de barris por dia em junho. O volume está bem acima da produção efetiva reportada pelo país em março, de 7,76 milhões de barris diários.
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No total, a produção bruta dos membros da Opep+ atingiu em março 35,06 milhões de barris por dia, queda de 7,70 milhões em relação a fevereiro, refletindo sobretudo os cortes sauditas e iraquianos.
Após a saída dos Emirados Árabes Unidos, a Opep+ conta agora com 21 integrantes, incluindo o Irã. Entretanto, apenas os sete países que participaram da reunião dominical vinham participando das correções mensais de oferta.
As nações produtoras voltarão a se reunir em 7 de junho para reavaliar o cenário e decidir sobre a política de produção do mês seguinte.