O planejador patrimonial Michael Viriato, autor do blog De Grão em Grão, afirmou que possuir diferentes investimentos não garante proteção financeira se o patrimônio estiver mal estruturado. O alerta foi publicado em maio de 2026, em artigo voltado a famílias com ativos relevantes.
Viriato relatou o caso de um cliente cuja mãe morreu deixando mais de R$ 10 milhões concentrados em imóveis. A situação se complicou porque o inventário do avô, falecido anteriormente, nunca fora iniciado. Sem liquidez imediata, a família teve de arcar com impostos, despesas jurídicas e a negociação apressada de propriedades enquanto enfrentava o processo sucessório.
Segundo o especialista, o episódio mostra a diferença entre “diversificar investimentos” e “diversificar patrimônio”. Ele lembra que a diversificação de carteiras, conceito difundido pelo economista Harry Markowitz, busca reduzir riscos de mercado. Entretanto, famílias também estão expostas a riscos patrimoniais relacionados a sucessão, tributação, liquidez, proteção jurídica e continuidade de renda.
Para mitigar esses riscos, Viriato indica estruturas como:
Imagem: redir.folha.com.br
Conforme o patrimônio cresce, explica Viriato, essas ferramentas passam a funcionar de maneira complementar, respondendo melhor em períodos de descontinuidade financeira ou familiar. “A verdadeira sofisticação patrimonial”, conclui, “está em garantir que os ativos protejam a família no momento em que ela mais precisar”.