O esforço do presidente Donald Trump para transformar os Estados Unidos na “capital mundial das criptomoedas” ganhou fôlego nesta semana, à medida que parlamentares se preparam para votar o CLARITY Act, proposta que define um arcabouço regulatório para o setor.
Zach Witkoff, CEO da World Liberty Financial e filho do enviado especial de Trump, Steve Witkoff, afirmou na manhã desta quarta-feira (horário de Washington) à emissora FOX Business que a empresa “apoia totalmente” a iniciativa da Casa Branca. Segundo ele, o projeto avança após ter sido aprovado de forma bipartidária na Câmara e, em seguida, travado no Senado por dúvidas sobre a remuneração de stablecoins.
O senador Thom Tillis (republicano da Carolina do Norte) indicou que o texto poderá ser submetido em breve a uma markup — etapa em que os parlamentares discutem e votam emendas. Embora evite prever o resultado final, Witkoff destaca que “muitos atores ainda estão à mesa” nas negociações.
Parte dos grandes bancos tem manifestado receio de perder depósitos para as criptomoedas. Witkoff rebateu essa preocupação, observando que, mesmo com a expansão dos stablecoins no último ano, não houve fuga significativa de recursos. “Algumas das maiores instituições, na verdade, viram os depósitos aumentarem”, disse, citando o Customers Bank, que registrou crescimento ao abrir espaço para empresas de criptoativos.
Para o executivo, “trata-se de um dólar digital” destinado a “democratizar o rendimento” para os correntistas, criando oportunidade para os bancos que adotarem a tecnologia desde cedo.
Imagem: Taylor Penley FOXBusiness via foxbusiness.com
O senador Tim Scott (republicano da Carolina do Sul) afirmou anteriormente à FOX Business que pretende realizar a markup ainda este mês e levar o CLARITY Act ao plenário entre junho e julho. “Isso permitirá que o cidadão comum mantenha mais dinheiro no bolso”, declarou. “A América será a capital mundial das criptomoedas.”
Paralelamente, a Casa Branca anunciou David Sacks como responsável por inteligência artificial e criptomoedas, reforçando a meta do governo de liderar o mercado de finanças digitais.