Prêmio de risco de títulos soberanos de emergentes atinge menor nível desde 2013

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O custo extra que investidores exigem para possuir títulos soberanos de mercados emergentes em dólar caiu para cerca de 2,5 pontos percentuais acima dos Treasuries, marcando o menor patamar em 13 anos, de acordo com o indicador de prêmio de risco do JPMorgan Chase.

O nível atual é o mais baixo desde janeiro de 2013 e quase cinco pontos percentuais inferior ao pico observado durante a pandemia de Covid-19. O movimento reflete maior confiança na disciplina fiscal dessas economias e a realocação de recursos de investidores para fora dos Estados Unidos.

Fatores que sustentam a redução do spread

Entre os motivos apontados para a melhora estão reestruturações de dívida, reformas fiscais respaldadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e avanços nas contas externas. Hoje, as nações em desenvolvimento apresentam, em média, superávits em conta corrente, enquanto países ricos operam no vermelho.

Além disso, o crescimento do produto interno bruto (PIB) das economias emergentes deve superar o das avançadas em pelo menos 2,4 pontos percentuais tanto no ano passado quanto neste ano.

“Os fundamentos dos mercados emergentes estão, em geral, mais sólidos, e vemos fatores técnicos favoráveis ao risco, mesmo com spreads historicamente apertados”, afirmou Anders Faergemann, chefe de dívida soberana de mercados emergentes da PineBridge, em Londres.

Desempenho de índices e expectativa sobre juros

O Bloomberg EM Sovereign Total Return Index iniciou 2026 em alta, após entregar retorno superior a 13% em 2025. A busca por diversificação fora dos Estados Unidos, aliada às expectativas de afrouxamento monetário pelo Federal Reserve e a um ambiente de ampla liquidez global, tem reforçado os fluxos para os fundos de dívida emergente.

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Imagem: infomoney.com.br

“Vivemos um cenário ‘Cachinhos Dourados’, com fundamentos estáveis, possibilidade de pouso suave da economia e cortes de juros pelo Fed, fatores que continuam atraindo recursos para a dívida de emergentes”, avaliou Luis Olguin, gestor da William Blair. Segundo ele, mesmo com spreads apertados, ativos de mercados emergentes com duration longa podem registrar ganhos de capital caso as taxas sigam recuando.

Seguro contra calote mais barato

O avanço dos títulos também reduziu o custo dos contratos de credit default swap (CDS) usados para proteção contra calotes. O prêmio do CDS da S&P Global Markit recuou para 124 pontos-base no início do ano, menor valor em oito anos.

Com fundamentos mais robustos, crescimento relativo maior e perspectiva de juros mais baixos nos Estados Unidos, os mercados emergentes seguem atraindo investidores em busca de rendimento e diversificação.

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