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As taxas oferecidas pelo Tesouro Direto voltaram a recuar com força na tarde desta quarta-feira (24). O movimento foi liderado pelos títulos prefixados, que devolveram até 44 pontos-base — queda significativa para um único pregão.
Duas forças opostas conduziram a sessão:
Mesmo assim, o alívio proporcionado pelo petróleo falou mais alto na precificação dos títulos públicos.
Às 15h20, o Tesouro Prefixado 2029 oferecia 14,39% ao ano, ante 14,83% na véspera. Já o Prefixado 2032 recuou para 14,41%, afastando-se do nível de 15% visto no início do mês.
Nos papéis indexados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 cedeu de IPCA + 8,52% para IPCA + 8,38%, ainda em patamar historicamente elevado.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Segundo Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, o preço do barril funciona como um termômetro de risco: “Quando o Brent cai porque o mercado acredita na normalização dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, há alívio sobre expectativas, juros e custo de capital”.
Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, destaca que a atual queda parece ligada a uma melhora nas condições de oferta, e não a sinais de forte desaceleração global — fator que, se confirmado, mantém a demanda por títulos indexados à inflação e prefixados mais atrativos em termos relativos.
A dinâmica ilustra como variáveis globais — energia, política monetária dos EUA e câmbio — seguem ditando o ritmo dos juros no Brasil, exigindo atenção redobrada de quem investe em renda fixa.
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