
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve alta na terça-feira, 18 de agosto de 2026. Boletins meteorológicos e novos dados sobre a safra aumentaram as preocupações com a colheita deste ano no Meio-Oeste dos Estados Unidos, enquanto a alta do petróleo e a demanda chinesa por soja norte-americana também deram suporte aos preços.
O contrato mais ativo da soja avançou 0,75 centavo e encerrou o pregão a US$ 12,1675.
O trigo não conseguiu manter os ganhos registrados no dia anterior e terminou em queda. O movimento ocorre depois de uma alta associada às interrupções nos suprimentos do Mar Negro causadas pela guerra.
Os futuros de trigo mais negociados recuaram 8 centavos, para US$ 6,8125 por bushel. O milho também caiu: os contratos fecharam com baixa de 1,50 centavo, a US$ 4,88 por bushel.
Semanas de ataques à navegação realizados por Rússia e Ucrânia reduziram os embarques na região, inclusive no principal centro de exportação de grãos da Rússia, Novorossiysk.
Para Randy Place, analista da Hightower Report, a oferta de trigo no Mar Negro não está desaparecendo, mas se acumulando nos portos. Na avaliação dele, se a situação se acalmar, esse volume poderá ser encaminhado aos importadores mundiais, o que ajuda a explicar por que o trigo não vem avançando de forma mais intensa.
Os operadores acompanham de perto a visita de campo da Pro Farmer. O movimento ocorre depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos reduziu, na semana passada, suas previsões de rendimento para as lavouras de milho e soja.
As avaliações também são feitas em meio às fortes chuvas que deixaram alguns campos do Meio-Oeste dos Estados Unidos encharcados. Esses fatores mantêm a atenção do mercado sobre as perspectivas para a colheita norte-americana e ajudam a sustentar os contratos de soja em Chicago.
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