O senador Ted Cruz (Republicano do Texas) criticou duramente, nesta quarta-feira, a proposta da administração do presidente Donald Trump de realizar um resgate financeiro da Spirit Airlines.
Reportagens indicam que o plano em estudo permitiria ao governo norte-americano assumir até 90% do controle da companhia aérea de baixo custo. Cruz reagiu em uma publicação na rede social X: “Isso é uma ideia absolutamente PÉSSIMA. Os resgates corporativos do TARP foram um grande erro, e o governo não sabe nada sobre administrar uma empresa aérea deficitária.”
O senador Tom Cotton (Republicano do Arkansas) também se opôs ao projeto, afirmando, na mesma plataforma, que a iniciativa “não é o melhor uso do dinheiro do contribuinte”. Segundo ele, se credores ou investidores privados não acreditam na viabilidade da Spirit após dois pedidos de recuperação judicial em menos de dois anos, o governo tampouco seria capaz de gerir a empresa com lucro.
Em entrevista ao programa “Squawk Box”, da CNBC, na terça-feira, Trump disse ser favorável a fusões como solução para os problemas da Spirit, mas sinalizou apoio a uma eventual ajuda federal. “São 14 mil empregos, e talvez o governo deva ajudar”, declarou. O presidente fez questão de diferenciar a situação da Spirit de rumores sobre uma possível união entre United Airlines e American Airlines, companhias que, segundo ele, “estão indo muito bem”.
O secretário de Transportes, Sean Duffy, presente a um evento sobre reformas no sistema de controle de tráfego aéreo no mesmo dia, afirmou que analisará o tema após as declarações do presidente.
Imagem: Anders Hagstrom FOXBusiness via foxbusiness.com
A Spirit Airlines entrou com seu segundo pedido de recuperação judicial em agosto de 2025, pressionada por sucessivos prejuízos e redução de caixa. O primeiro processo havia sido aberto em novembro de 2024, depois de fracassarem negociações de fusão com JetBlue e Frontier.
No fim de fevereiro deste ano, a companhia anunciou um acordo com credores que prevê a saída do processo de falência até o início do verão. O plano inclui concentrar operações em rotas de maior demanda, encerrar contratos de leasing mais caros, melhorar a utilização da frota, ampliar opções de assentos premium e reforçar programas de fidelidade, mantendo a estratégia de tarifas baixas.
Com o futuro da empresa ainda indefinido, o debate sobre o possível resgate federal permanece aberto no Congresso.