![Tensão no Oriente Médio interrompe queda e faz Brent voltar a US$ 80 4 [Ações] Tensão no Oriente Médio interrompe queda e faz Brent voltar a US$ 80](https://mlxc2yjmu1wd.i.optimole.com/cb:phEG.551/w:1280/h:680/q:mauto/f:best/https://traderiniciante.com.br/wp-content/uploads/2026/06/traderiniciante-1781857518.jpg)
Os preços do petróleo interromperam a sequência de quedas nesta sexta-feira (19). Às 4h39, o Brent subia 0,30%, para US$ 80,09 o barril, enquanto o WTI avançava 0,45%, a US$ 76,19. Apesar do repique, ambos ainda acumulam perda semanal próxima de 8%, reflexo da expectativa — agora frustrada — de um acordo duradouro entre Estados Unidos e Irã.
Negociações que seriam realizadas na Suíça foram canceladas, e a viagem do vice-presidente norte-americano JD Vance ao país também foi suspensa. Ao mesmo tempo, Israel intensificou ataques contra o Hezbollah no Líbano, colocando em dúvida a sustentação de um cessar-fogo regional.
Para analistas como Vandana Hari, da Vanda Insights, o mercado pode ter encontrado um piso de preço, mas continuará volátil enquanto houver fissuras no entendimento entre Washington e Teerã.
O eventual pacto previa liberar cerca de 85 milhões de barris hoje retidos no Golfo e remover sanções sobre o petróleo iraniano. Esse fluxo extra ajudou a derrubar as cotações até ontem, quando vários navios-tanque — três deles de bandeira saudita — cruzaram o Estreito de Ormuz, corredor por onde passa quase 20% do combustível fóssil consumido no planeta.
Agora, investidores aguardam evidências de que o tráfego de petroleiros voltará de fato à normalidade antes de apostar em nova rodada de queda de preços.
Esses anúncios reforçam a percepção de que, se a trégua avançar, a oferta global pode crescer rapidamente — fator que pressiona cotações no médio prazo.
Imagem: Fernando Antunes
No Brasil, o Brent é a principal referência para o preço dos combustíveis vendidos pela Petrobras. Quando o barril sobe, o repasse pode aumentar o custo do diesel e da gasolina, impactando frete, alimentação e, por consequência, a inflação medida pelo IPCA.
Inflação mais alta tende a dificultar futuros cortes na Selic, afetando todas as classes de ativos — de renda fixa prefixada a ações de setores sensíveis aos juros.
Enquanto a tensão geopolítica persistir, o petróleo deve seguir oscilando em um intervalo mais amplo, exigindo do investidor atenção redobrada ao noticiário e à diversificação da carteira.
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