Uma reunião recente entre Donald Trump e Xi Jinping reacendeu o debate sobre Taiwan. Segundo relatos citados por Larry Kudlow, ex-assessor econômico da Casa Branca, o líder chinês advertiu que as duas potências podem colidir se Washington não “tratar Taiwan corretamente”. O alerta chega num momento em que a economia chinesa mostra sinais de fadiga, reduzindo a margem de manobra de Pequim.
O grande ponto de fricção é a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), principal fabricante mundial de chips avançados. A empresa, com sede em Taipé, abriu recentemente uma fábrica em Phoenix, no Arizona, para atender clientes norte-americanos.
Enquanto amplia gastos militares, a China ainda lida com as consequências do estouro da bolha imobiliária de 2021. O ritmo de crescimento, que já superou 15% ao ano na década passada, gira hoje em torno de 5% ― patamar que, para padrões chineses, beira a recessão. Dados desfavoráveis têm até deixado de ser publicados pelo governo, segundo Kudlow.
Para o investidor brasileiro, o esfriamento chinês importa porque:
Kudlow destaca que o PIB per capita dos EUA supera US$ 90 mil, quase sete vezes o chinês (pouco abaixo de US$ 14 mil). Essa diferença torna mais difícil para Pequim sustentar programas caros, como ampliação das Forças Armadas, sem pressionar ainda mais suas contas públicas.
Histórico recente mostra Washington limitando a atuação chinesa em:
Imagem: Larry Kudlow FOXBusiness
Quando tensões geopolíticas ganham manchetes:
Investidores iniciantes devem acompanhar:
Embora Xi eleve o tom, o enfraquecimento econômico da China limita sua capacidade de confronto prolongado. Para os mercados, isso significa que a atenção deve permanecer dividida entre a competição por semicondutores e a saúde da segunda maior economia do mundo ― fatores que repercutem do preço do minério ao humor da Bolsa brasileira.
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