O protocolo de finanças descentralizadas (DeFi) THORChain disponibilizou neste fim de semana um portal de reembolso para os usuários prejudicados pelo ataque que drenou cerca de US$ 10 milhões em criptomoedas. O fundo para ressarcir as vítimas tem valor equivalente às perdas e foi abastecido pelo próprio tesouro do projeto.
O ataque foi detectado minutos após a ocorrência. Operadores de nó interromperam negociações e assinaturas de saques oito minutos depois dos primeiros sinais de movimentação anômala.
A principal hipótese é o vazamento gradual de dados do esquema de assinatura em múltiplas partes (threshold signature scheme – TSS) chamado GG20. Com informações suficientes, o invasor teria reconstruído a chave privada de um cofre e autorizado transações não legítimas.
Uma das máquinas (nó) que entrou recentemente na rede é considerada peça-chave da investigação. Endereços ligados a esse nó aparecem conectados às carteiras que receberam os ativos roubados. O THORChain está reunindo provas forenses com a Outrider Analytics e coopera com autoridades para tentar recuperar fundos.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
O caso soma-se a uma série de grandes incidentes no setor. Em abril, perdas com hacks em criptoativos alcançaram US$ 629,7 milhões, pior marca desde fevereiro de 2025. Exploits nos protocolos KelpDAO (US$ 293 milhões) e Drift (US$ 280 milhões) responderam por 82% do montante, reforçando a tendência de ataques a pontes entre blockchains, falhas operacionais e brechas de acesso privilegiado.
Embora o ressarcimento integral seja uma notícia positiva para quem foi afetado, o episódio reforça a importância de boas práticas de segurança e diversificação de risco, sobretudo para iniciantes que veem no DeFi uma porta de entrada para investimentos em criptoativos.
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