NOVA YORK, 13 de maio de 2024 – A United Airlines anunciou nesta segunda-feira (13) que desistiu de buscar uma fusão com a American Airlines depois que a rival rejeitou conversar sobre o negócio.
O presidente-executivo da United, Scott Kirby, informou em comunicado que procurou a direção da American porque acreditava que a combinação “poderia fazer algo incrível para os clientes”. Segundo ele, a proposta visava ampliar rotas e serviços, sem cortes, e tinha condições de receber aval regulatório.
“Eu esperava apresentar essa ideia à American, mas eles se recusaram a discutir e fecharam publicamente a porta. Sem um parceiro disposto, algo dessa magnitude simplesmente não pode avançar”, declarou Kirby.
Na quinta-feira (9), o CEO da American Airlines, Robert Isom, afirmou que a operação seria nociva para consumidores, setor e para a própria companhia. “A junção das duas maiores empresas aéreas do mundo é vista como anticompetitiva”, disse o executivo.
No texto divulgado hoje, Kirby sustentou que uma empresa combinada teria:
O executivo reconheceu, contudo, que os comentários públicos da American tornam a fusão inviável “no futuro previsível”.
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Parlamentares democratas e republicanos já haviam solicitado esclarecimentos aos dois CEOs sobre relatos de negociações, refletindo preocupação regulatória semelhante à expressa por Isom.
Após os pronunciamentos mais recentes, os papéis da United Airlines Holdings Inc. (UAL) encerraram o pregão a US$ 91,90, queda de 1,18%. As ações da American Airlines Group Inc. (AAL) recuaram 3,47%, cotadas a US$ 11,68.
Kirby concluiu dizendo que, apesar do recuo, a United segue empenhada em “construir a melhor companhia aérea da história da aviação”, apoiada pelos 115 mil funcionários da empresa.