Governo deve adiar aporte nos Correios para 2027, afirma ministra Esther Dweck

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Pelotas (RS) – A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, declarou nesta terça-feira (17) que a injeção de recursos da União nos Correios, prevista em contrato com bancos credores, provavelmente não ocorrerá em 2026 e pode ficar para 2027.

“O próprio contrato permitia que o aporte fosse feito até 2027. Estamos estudando o tema e, muito provavelmente, ele não acontecerá este ano”, disse a ministra após conversa com jornalistas.

Segundo empréstimo em análise

Enquanto o capital federal é adiado, a estatal avalia contratar um novo empréstimo. A consulta aos bancos, já iniciada, deverá solicitar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões — valor inferior aos R$ 8 bilhões cogitados inicialmente. A operação, assim como a anterior, deverá contar com garantia da União.

Dweck ressaltou que, mesmo que o financiamento seja aprovado, o aporte do Tesouro não está descartado: “O empréstimo alivia a situação financeira da empresa e integra a equação de recuperação”, afirmou.

Contexto orçamentário e primeira operação de crédito

No fim de 2025, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander concederam R$ 12 bilhões aos Correios. Integrantes da primeira operação avaliam que o interesse dos bancos em uma segunda rodada pode ser limitado, o que explica a redução no valor pedido.

No governo, técnicos reconhecem que a restrição orçamentária em ano eleitoral reforça a opção de empurrar o aporte para 2027.

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Imagem: redir.folha.com.br

Reestruturação supera expectativas

Segundo a ministra, o plano de reestruturação da estatal “está sendo seguido à risca” e já apresenta resultados acima dos projetados. Entre as iniciativas destacadas estão:

  • Negociação de 97% dos contratos em aberto com fornecedores, mediante desconto total de juros e multas, gerando economia de R$ 260 milhões;
  • Parcelamento de cerca de R$ 700 milhões em sentenças judiciais, com três meses de carência e nove meses para quitação, reduzindo pressão sobre o caixa.

A empresa ainda aguarda recuperação de receitas nos próximos 12 meses, impulsionada pela retomada de rotas de entrega de parceiros estratégicos.

Apesar dos avanços, representantes do governo apontam baixa disposição dos bancos em atender integralmente ao pedido inicial de R$ 8 bilhões. A redução do valor busca adequar a operação ao apetite do mercado e às necessidades de curto prazo da estatal.

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