O BTG Pactual suspendeu temporariamente todas as transferências pelo Pix na manhã deste domingo (22) depois de detectar movimentações consideradas atípicas em seu sistema. Estimativas preliminares indicam que um ataque hacker desviou cerca de R$ 100 milhões.
Em comunicado, o banco informou que identificou as irregularidades ainda nas primeiras horas do dia e optou pela interrupção do serviço como medida preventiva. “O banco esclarece que não houve acesso a contas de clientes e nenhum dado de correntista foi exposto”, destacou a instituição.
Segundo apuração interna, a maior parte dos recursos já foi recuperada. Fontes ligadas ao BTG calculam que restam entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões para a recomposição total dos valores.
O atendimento aos clientes continua disponível pelos canais oficiais do banco, que reiterou tratar a segurança da informação como prioridade. Até o momento, o Banco Central não se manifestou sobre o episódio.
Não é a primeira vez que o BTG enfrenta problemas de segurança. Em 2024, o Banco Central comunicou o vazamento de dados de mais de 8.000 chaves Pix ligadas ao banco, expondo informações cadastrais como nome, agência, número e tipo de conta, além de CPF.
Imagem: redir.folha.com.br
O sistema financeiro brasileiro também registrou outros ataques recentes. Menos de um ano atrás, uma ação contra a C&M Software resultou no desvio de mais de R$ 813 milhões de contas de ao menos seis empresas clientes da prestadora de serviços de TI. Em setembro, hackers roubaram R$ 710 milhões via Pix da Sinqia, sendo R$ 669 milhões do HSBC e R$ 41 milhões da financeira Artta.
Após esses episódios, o Banco Central emitiu alertas de segurança referentes aos sistemas da E2 Pay e do Tribanco. No último dia 20, a autoridade monetária também relatou incidente envolvendo dados cadastrais de chaves Pix sob responsabilidade da Pefisa S.A.; segundo o BC, as informações expostas não permitem movimentação de recursos nem acesso às contas.