Brasília — O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima assinou nesta quarta-feira (1º) três convênios que destinam R$ 357 milhões do Fundo Amazônia a iniciativas de bioeconomia e inovação na região amazônica.
Os recursos beneficiarão 5.500 famílias de extrativistas e agricultores familiares, além de 60 instituições de ciência e tecnologia. Entre os projetos contemplados estão ações de cooperativismo, implantação de sistemas agroextrativistas em áreas degradadas, aquisição de equipamentos e fortalecimento de cadeias produtivas de açaí, babaçu, castanhas e cupuaçu.
Os convênios integram o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), apresentado no mesmo evento pela ministra Marina Silva e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O plano reúne políticas de produção, inovação, financiamento e conservação, somando 21 metas e 185 ações estratégicas.
Entre os objetivos do PNDBio, destacam-se:
• Restaurar 2,3 milhões de hectares de vegetação nativa integrados a cadeias geradoras de renda para povos tradicionais.
• Consolidar 30 territórios de restauração como polos de bioeconomia.
• Ampliar de 71,8 mil para 300 mil, até 2035, o número de beneficiários de pagamentos por serviços ambientais.
Imagem: desmatamento impactam produção na amaz via redir.folha.com.br
Um dos acordos assinados envolve a Cooperacre, cooperativa acreana reconhecida pela produção agrícola sustentável e por sistemas integrados de cultivo.
À frente da cerimônia, Marina Silva reafirmou que deixará o ministério para concorrer ao Senado nas eleições de outubro, lembrando a frase dita em sua posse: “É melhor o final das coisas do que o começo”.
O PNDBio foi elaborado ao longo de dois anos, em trabalho conjunto dos ministérios do Meio Ambiente, da Fazenda e da Indústria, com foco na integração de agricultura, florestas, indústria, energia, ciência e inovação.