São Paulo – O Índice de Fundos Imobiliários (Ifix), que reúne os FIIs com maior liquidez na B3, iniciou a sessão desta quinta-feira, 16 de abril de 2026, em alta de 0,23%, alcançando 3.915 pontos. Trata-se do nível intradiário mais alto desde a criação do indicador, em 2012.
Pouco depois do pico, parte dos ganhos foi devolvida. Às 12h08, o Ifix era negociado a 3.911 pontos.
Antes do movimento de hoje, a máxima histórica havia sido registrada em 27 de fevereiro de 2026, quando o índice tocou 3.912 pontos durante o pregão e encerrou o dia em 3.911,9 pontos, seu maior fechamento.
No acumulado de 2025, o Ifix avança 3,52%. Em 12 meses, a valorização chega a 18,79%.
Histórico recente:
• 16/04/2026 – fechamento: 3.911,74 | máxima: 3.915,02* | variação parcial: 0,14% (12h08)
• 27/02/2026 – fechamento: 3.911,99** | máxima: 3.912,96 | +0,69%
• 02/03/2026 – fechamento: 3.906,06 | máxima: 3.912,20 | −0,15%
• 15/04/2026 – fechamento: 3.906,18 | máxima: 3.911,91 | +0,04%
• 13/04/2026 – fechamento: 3.903,40 | máxima: 3.911,10 | −0,19%
*Nova máxima histórica intradiária | **Maior fechamento até então
Imagem: infomoney.com.br
O Ifix sobe 0,89% em abril, recuperando a queda de 1,06% registrada em março, quando a escalada de tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã pressionou o mercado. Em relatório, a gestão do FII TRX Real Estate (TRXF11) avalia que, mesmo com a Selic ainda elevada, o segmento permanece bem posicionado para capturar ganhos ao longo do ciclo esperado de cortes de juros. O fundo também destaca que períodos de maior volatilidade costumam abrir oportunidades de alocação.
Levantamento da RB Asset mostra que o tamanho do primeiro corte de juros feito pelo Banco Central tende a ter menos influência sobre o desempenho dos FIIs do que a extensão total do ciclo. Foram analisados quatro períodos de afrouxamento monetário (2011, 2016, 2019 e 2023), todos após a criação do Ifix.
Segundo Rafael Ohmachi, sócio e portfolio manager da gestora, em todos os ciclos o índice apresentou ganhos seis meses depois da primeira redução, com avanço médio de 11,3%, independentemente de o corte inicial ter sido de 0,25 ou 0,50 ponto percentual.
Nos ciclos de 2011 e 2016, quando o Copom reduziu a Selic em 5,25 e 7,75 pontos percentuais, respectivamente, o Ifix acumulou altas de 38,6% e 19,2% em 12 meses, média de 28,9%. Já nos períodos de 2019 e 2023, a redução média de 3,85 pontos em dez meses resultou em valorização de 4% no mesmo intervalo.
Para a RB Asset, a expectativa quanto à taxa básica ao fim do ciclo – e não o tamanho da primeira diminuição, que pode ser de 0,25 ponto percentual na reunião do Copom marcada para 18 de abril – é o fator que tende a guiar o comportamento dos fundos imobiliários.