Reed Hastings, cofundador e presidente do conselho da Netflix, informou que deixará o cargo em junho, encerrando uma trajetória iniciada em 1997, quando transformou um serviço de aluguel de DVDs pelo correio em uma plataforma de streaming avaliada em US$ 450 bilhões.
A companhia comunicou a mudança após o fechamento dos mercados nesta quinta-feira (16). A notícia, somada a uma projeção financeira inferior às estimativas de Wall Street, provocou queda de até 9% nas negociações pós-mercado.
No primeiro trimestre, a Netflix registrou lucro de US$ 1,23 por ação, superando a expectativa dos analistas, que era de US$ 0,76. O desempenho foi impulsionado pela multa rescisória de US$ 2,8 bilhões paga pela Paramount após a desistência de uma oferta pela Warner Bros Discovery.
A receita totalizou US$ 12,3 bilhões, acima das previsões. O lucro líquido alcançou US$ 5,3 bilhões, beneficiado pela compensação da Paramount e pelos aumentos de preços efetuados no período.
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Para o trimestre atual, a empresa projeta lucro de US$ 0,78 por ação, abaixo dos US$ 0,84 esperados pelo mercado. Antes da divulgação dos resultados, os papéis da Netflix acumulavam alta de cerca de 15% no ano, embora ainda estivessem distantes do pico registrado em 2025.
Segundo a companhia, Hastings pretende dedicar-se à filantropia e a outros projetos. O executivo já vinha reduzindo sua participação na gestão desde 2020, quando Ted Sarandos passou a dividir o comando como co-CEO. Em 2023, Greg Peters assumiu o posto deixado por Hastings, permanecendo ao lado de Sarandos na liderança operacional.