São Paulo, 22 de abril de 2026 – O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira em queda de 1,65%, aos 192.874 pontos, pressionado pelo aumento da aversão ao risco diante da falta de avanços concretos nas negociações para reabrir o Estreito de Ormuz. A perda diária levou o índice a acumular baixa de 1,45% na semana. No mês, porém, ainda há alta de 2,9% e, no ano, de 19,7%.
O giro financeiro somou R$ 20,4 bilhões, 12% acima da média dos últimos 12 meses (R$ 18,1 bilhões). Entre as 83 ações que formam o Ibovespa, 73 registraram desvalorização.
O preço do barril acima de US$ 100, consequência da oferta limitada enquanto EUA e Irã não chegam a acordo sobre Ormuz, já não garante suporte às ações da Petrobras. Os papéis preferenciais PETR4 avançaram 1,38% e os ordinários PETR3, 1,86%, altas insuficientes para contrabalançar as quedas disseminadas nos demais componentes do índice.
O aumento da percepção de risco inflacionário elevou as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI). O vencimento para janeiro de 2027 passou de 13,94% para 13,99% ao ano. Os contratos para janeiro de 2031 subiram de 13,26% para 13,36%, e os para janeiro de 2036, de 13,36% para 13,46%.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou estável em R$ 4,97. A moeda acumula queda de 0,2% na semana, 4% no mês e 9,4% no ano.
Em Nova York, os principais índices conseguiram leve alta sustentada por balanços corporativos, movimento que não se repetiu no mercado brasileiro.
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Entre as poucas altas do Ibovespa destacaram-se:
Na ponta oposta, as quedas mais acentuadas foram:
A cautela prevaleceu nas mesas de operação, já que, mesmo com um eventual novo cessar-fogo aéreo entre Estados Unidos e Irã, não há clareza sobre a normalização do tráfego marítimo em Ormuz – região responsável por cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás. Sem essa sinalização, o receio de inflação persistente e juros altos continua a ditar o comportamento dos investidores.