Taxas de juros futuros recuam à espera de negociações entre EUA e Irã e decisão do Copom

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A curva de juros futuros terminou a sessão desta sexta-feira, 24 de abril de 2026, em queda, refletindo a expectativa de uma nova rodada de conversas entre Estados Unidos e Irã, a cotação do Brent abaixo de US$ 100 por barril e a provável redução da Selic na próxima semana.

A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou 4 pontos-base, encerrando a 14,095% ao ano, ante 14,140% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 cedeu 10 pontos-base, para 13,470%, contra 13,575% no fechamento anterior. No trecho mais longo, o contrato para janeiro de 2036 caiu 12 pontos-base, fechando a 13,540% frente aos 13,660% registrados na véspera.

No mercado norte-americano, os rendimentos dos Treasuries também diminuíram. O yield do título de dois anos, sensível à política monetária, baixou para 3,785%, ante 3,825% do ajuste anterior. Já o retorno do papel de dez anos recuou para 4,306%, frente a 4,323% do dia anterior.

O ambiente geopolítico seguiu no radar. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que o presidente Donald Trump enviará os assessores especiais Steve Witkoff e Jared Kushner a Islamabad neste sábado, 25 de abril, para dialogar com representantes iranianos. Segundo Leavitt, houve “algum progresso” por parte do Irã nos últimos dias. Em entrevista à Reuters, Trump acrescentou que Teerã pretende apresentar uma proposta capaz de atender às exigências de Washington.

Na agenda de política monetária, os investidores aguardam as decisões das próximas reuniões dos bancos centrais. Nos Estados Unidos, o mercado projeta manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. No Brasil, a maioria das apostas indica corte de 0,25 ponto percentual, o que levaria a Selic para 14,50% ao ano.

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Imagem: Liliane de Lima via moneytimes.com.br

Dados consolidados de 22 de abril mostram que as opções de Copom negociadas na B3 atribuíam 84% de probabilidade a um corte de 25 pontos-base e 7% a uma redução de 50 pontos-base. Em 6 de abril, véspera do anúncio de cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã, as chances eram de 55% e 21,1%, respectivamente.

Para além do encontro da próxima semana, parte do mercado já discute o rumo da taxa básica em junho. “Tenho dúvidas se o Copom fará mais uma redução de 25 pontos-base ou se vai encerrar o ciclo”, afirmou Gino Olivares, economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management. Segundo ele, mesmo com o eventual fim do conflito no Oriente Médio, o desequilíbrio econômico global já está contratado para durar alguns trimestres.

As negociações voltam a ditar o ritmo dos mercados na próxima semana, quando Copom e Federal Reserve divulgarão suas decisões.

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