Iata prevê meses para normalização do combustível de aviação, mesmo com possível reabertura do Estreito de Ormuz

Trader Iniciante - RedaçãoTrader Iniciante - RedaçãoAções1 mês atrás56 Visualizações

São Paulo, 8 de abril de 2026 – O diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), Willie Walsh, afirmou nesta quarta-feira (8) que o abastecimento global de combustível de aviação levará “alguns meses” para voltar aos níveis normais, mesmo que o Irã libere imediatamente o Estreito de Ormuz.

Falando a repórteres em Cingapura, Walsh explicou que a interrupção na capacidade de refino no Oriente Médio, provocada pelo conflito regional, continua sendo o principal obstáculo para a oferta do derivado. “Ainda que o estreito seja reaberto e permaneça aberto, precisaremos de tempo até que a produção das refinarias se estabilize”, declarou.

Impacto financeiro

O combustível representa cerca de 27% dos custos operacionais das companhias aéreas, ficando atrás apenas das despesas com pessoal, de acordo com dados da Iata. A escassez gerada pelo bloqueio de Ormuz pressionou o preço do querosene de aviação, enquanto as recentes notícias sobre um possível cessar-fogo impulsionaram as ações do setor aéreo.

O barril de petróleo caiu para abaixo de US$ 100 após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma trégua de duas semanas com o Irã, condicionada à reabertura segura da rota marítima. Walsh, contudo, prevê que o custo do combustível de aviação permanecerá “ligeiramente elevado” até que as refinarias retomem plena capacidade.

Comparação com crises anteriores

O executivo descartou paralelos com a pandemia de Covid-19, quando a oferta global de voos despencou 95% em razão do fechamento de fronteiras. Segundo ele, o momento atual se assemelha mais a choques como a recessão de 2008-2009 ou os ataques de 11 de setembro de 2001.

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Imagem: Reuters via moneytimes.com.br

“Depois do 11 de Setembro, levamos cerca de quatro meses para recuperar a demanda. Na crise de 2008-2009, o processo durou de 10 a 12 meses”, lembrou Walsh.

Para a Iata, portanto, mesmo com a reabertura do Estreito de Ormuz, a normalização do fornecimento de combustível de aviação dependerá da retomada das operações das refinarias no Oriente Médio, um processo que deve se estender por vários meses.

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