A distribuidora de material esportivo La Serena projeta alcançar um faturamento mínimo de R$ 100 milhões até 2030 oferecendo artigos das marcas Adidas, Nike e Puma a clientes corporativos, instituições de ensino e organizações esportivas.
Fundada em 2023 pelo ex-executivo da Nike Fabio Strutz, a companhia foi criada para suprir o que o empresário considera uma lacuna na logística das grandes fabricantes, concentradas no varejo físico e on-line de larga escala. Segundo Strutz, não existe um canal estruturado para atender o chamado segmento institucional, formado por empresas, escolas, universidades e clubes.
Nesse modelo, a La Serena firma acordos com as indústrias, compra os lotes de produtos e assume toda a cadeia comercial, em vez de apenas intermediar vendas mediante comissão. A operação funciona como uma plataforma B2B (empresa para empresa).
Para atingir a meta de receita, a estratégia combina promoções, parcerias e a exposição em eventos esportivos. Um dos principais impulsionadores previstos é a Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027, que será realizada no Brasil e, de acordo com o Ministério do Esporte, deve movimentar R$ 5 bilhões na economia nacional.
Imagem: redir.folha.com.br
No ano passado, a empresa participou de uma ação conjunta entre Adidas e McDonald’s que distribuiu mini-bolas da Copa do Mundo Masculina em unidades da rede de fast-food, exemplo citado pela direção como modelo de oportunidades que serão repetidas.
O mercado mundial de vestuário esportivo coletivo foi avaliado em US$ 4,39 bilhões em 2024 e, conforme projeções, poderá atingir US$ 7,33 bilhões em 2032, cenário que reforça as expectativas de crescimento da La Serena.