Tensões no Golfo pressionam Ibovespa e levam Brent a superar US$ 114

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São Paulo, 4 de maio – A retomada de ações militares entre Estados Unidos e Irã encerrou, na prática, o cessar-fogo no Golfo Pérsico e reacendeu a disputa pelo Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás. O aumento do risco geopolítico derrubou os principais ativos brasileiros nesta segunda-feira.

Ibovespa recua

O Ibovespa fechou o dia com queda de 0,92%, aos 185.600 pontos. No acumulado do ano, o ganho da carteira encolheu para 15,2%. O giro financeiro somou R$ 19,3 bilhões, ligeiramente acima da média dos últimos 12 meses, de R$ 18,1 bilhões.

Petróleo dispara

No mercado internacional, o Brent avançou quase 6% e voltou a encerrar acima de US$ 114 por barril. A alta reflete o receio de novos danos à infraestrutura de produção na região e de eventual bloqueio prolongado em Ormuz.

Dólar se valoriza

O dólar à vista subiu 0,32% frente ao real, cotado a R$ 4,97. Mesmo com o movimento do dia, a moeda americana acumula queda de 9,5% no ano no mercado doméstico.

Movimentos dos EUA

Durante o fim de semana, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem garantir a retomada do fluxo no Estreito de Ormuz “até o próximo fim de semana”, utilizando força militar se necessário.

Preocupação com crescimento

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central alertou, em comunicado recente, que o ambiente externo segue incerto em razão do conflito no Oriente Médio e que eventuais passos futuros na Selic dependerão da evolução desse cenário.

Para a XP, a combinação de Brent próximo de US$ 120 e maior aversão ao risco coloca as ações brasileiras em posição delicada. Estudo da casa mostra que, nesse nível de preço do petróleo, o retorno esperado para o Ibovespa tende a ficar próximo de zero, o que levou os estrategistas a neutralizar a exposição ao setor de óleo e gás no início de março.

Amrita Sen, fundadora da consultoria Energy Aspects, avaliou que os investidores ainda subestimam o choque de oferta e alertou para a possibilidade de “uma grande recessão global” caso o petróleo siga encarecendo.

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