XP reforça área de Investment Banking com a chegada de Rogério Assaf para Debt Capital Markets

Felipe MartinsFelipe MartinsEstratégias de investimentoagora mesmo6 Visualizações

A XP Banco de Atacado anunciou a contratação de Rogério Assaf para o cargo de Head de Debt Capital Markets (DCM) Large Corporate — divisão responsável por estruturar captações de dívida no mercado de capitais. Com mais de 20 anos de experiência em renda fixa, o executivo traz passagens por Unibanco e Itaú BBA, onde liderou operações de debêntures, notas promissórias e títulos internacionais.

Quem é Rogério Assaf

  • Unibanco: 10 anos em originação e estruturação de renda fixa.
  • Itaú BBA: 13 anos, com foco em DCM para grandes empresas.
  • Relacionamento: histórico de operações para emissores locais e investidores institucionais.

Na XP, Assaf terá a missão de fortalecer a franquia de DCM para grandes companhias, ampliando a presença do banco junto a emissores brasileiros e estrangeiros.

O que é o mercado de DCM e por que ele importa

O Debt Capital Markets é o segmento que conecta empresas que precisam captar recursos — por meio de debêntures, CRIs, CRAs ou bonds internacionais — a investidores interessados em renda fixa. Em vez de recorrer somente a empréstimos bancários, a companhia emite títulos que pagam juros ao comprador.

Para o investidor pessoa física, essas emissões costumam chegar na forma de debêntures disponíveis em plataformas de investimento ou em fundos de crédito privado, oferecendo alternativas ao Tesouro Direto ou ao CDI.

Por que a XP acelera no Investment Banking agora

A contratação de Assaf faz parte de um movimento mais amplo da XP para aumentar a participação em operações de mercado de capitais. Nos últimos meses, o banco já havia trazido Glenn Mallett (Equity Capital Markets) e Ricardo Urada (cobertura de varejo e consumo).

Embora a taxa Selic ainda esteja em patamar elevado, empresas de setores com necessidade de capital intensivo continuam acessando o mercado de renda fixa. Ao reforçar sua equipe, a XP busca ganhar espaço nesse fluxo de emissão, que tende a se intensificar caso o ciclo de corte de juros avance nos próximos trimestres.

Impacto para o investidor

  • Mais ofertas: uma equipe de DCM mais robusta pode resultar em maior variedade de debêntures e outros títulos disponíveis na prateleira das corretoras.
  • Diversificação: emissores de diferentes setores podem chegar ao investidor de varejo, aumentando as opções além de CDBs, LCIs e Tesouro.
  • Risco e retorno: cada emissão carrega perfil de crédito, prazo e remuneração próprios; entender esses fatores segue essencial antes de aplicar.

Para quem acompanha o mercado, a movimentação sinaliza que a XP pretende disputar mais ativamente as principais operações corporativas de dívida, num momento em que o crédito privado se consolida como peça relevante na carteira de muitos investidores brasileiros.

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