O Bitcoin (BTC) voltou a chamar atenção ao reduzir sua desvalorização em relação ao recorde histórico de US$ 126.200 para 35%. Em ciclos anteriores, movimentos semelhantes resultaram em novos topos dentro de 12 meses em sete das nove vezes registradas, segundo o economista de rede Timothy Peterson.
No mercado, drawdown é a diferença percentual entre o preço mais alto já alcançado e o nível atual. Quando esse recuo diminui de 50% para 35%, como agora, parte dos investidores interpreta que a pressão vendedora perdeu força. Historicamente, foi nesses momentos que o Bitcoin retomou a tendência de alta e quebrou recordes em até um ano.
Matthew Sigel, chefe de pesquisa de ativos digitais da gestora VanEck, comparou o Bitcoin ao ouro usando o Buffett Indicator — a relação entre o valor do mercado acionário dos EUA e o PIB do país. Se o BTC voltar à mesma proporção de preço relativo ao ouro observada quando o indicador estava no nível atual, o ativo poderia alcançar US$ 160.000. Trata-se de uma estimativa baseada no comportamento de mercado, não de uma projeção garantida.
Embora o histórico seja favorável, o Bitcoin continua volátil e sensível a fatores macroeconômicos, como:
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Entender esses pontos ajuda o investidor a dimensionar risco e tempo de exposição. A estatística de 77% é relevante, mas não elimina a possibilidade de cenários adversos.
Para o investidor comum, acompanhar a evolução do drawdown, dos indicadores macro e das possíveis mudanças na política monetária ajuda a tomar decisões mais conscientes sobre alocação em criptoativos. Mesmo com a sinalização positiva, o mercado segue imprevisível e requer planejamento financeiro adequado.
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