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A Assembleia Legislativa da Flórida aprovou uma proposta de emenda constitucional que pode reduzir — e em alguns casos eliminar — o imposto local cobrado de proprietários de imóveis residenciais a partir de 2028. O texto, apoiado pelo governador Ron DeSantis, será submetido à votação popular em novembro de 2026.
No sistema norte-americano, o homestead exemption funciona de forma semelhante ao abatimento no IPTU brasileiro, reduzindo a base de cálculo para o morador que declara a propriedade como residência principal.
Novos residentes que se mudarem a partir de 2027 terão de cumprir uma carência de quatro anos antes de ter direito à isenção integral de US$ 250 mil. Esse “período de espera” busca conter um influxo imediato que possa pressionar ainda mais o mercado imobiliário local, cujo preço já subiu com o aumento da demanda nos últimos anos.
Como a medida não vale para o imposto que financia a rede escolar, a principal perda de arrecadação virá de recursos voltados a serviços como polícia, bombeiros, infraestrutura, controle de enchentes e aposentadorias de servidores. O Legislativo determinou que esses setores sejam prioridade na utilização do que restar da base tributária.
Para o investidor iniciante, é importante acompanhar como os municípios irão equilibrar despesas e receitas. Caso haja queda expressiva de arrecadação, pode ser necessário recorrer a outras fontes, como taxas específicas ou cortes orçamentários, que afetam diretamente a qualidade dos serviços e, indiretamente, o valor dos imóveis.
Imagem: Kristen Altus FOXBusiness
A proposta surge num momento em que o custo de moradia nos EUA continua pressionado por juros mais altos e prêmios de seguro contra furacões. Alívio tributário ajuda a compensar parte dessas despesas, mas não neutraliza variações de financiamento imobiliário nem de manutenção. Além disso, cortes de impostos locais podem alterar expectativas sobre inflação regional, ainda que o efeito amplo dependa de política monetária federal, equivalente à relação entre Selic e IPCA no Brasil.
Para quem observa o mercado, a discussão ilustra como incentivos fiscais podem moldar decisões de residência e impactar a dinâmica de oferta e demanda de moradias, tema relevante em qualquer carteira que inclua ativos atrelados ao setor imobiliário.
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