![CDBs indexados ao IPCA se destacam com juro real de 8% e deixam pós-fixados abaixo do CDI em segundo plano 4 [Renda Fixa] CDBs indexados ao IPCA se destacam com juro real de 8% e deixam pós-fixados abaixo do CDI em segundo plano](https://mlxc2yjmu1wd.i.optimole.com/cb:i0tb.3fe/w:1920/h:1280/q:mauto/f:best/https://traderiniciante.com.br/wp-content/uploads/2026/06/traderiniciante-1780601176.webp)
Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) viveram um “troca de guarda” em maio. Títulos indexados ao IPCA ofereceram juros reais historicamente altos, chegando a IPCA + 8,5%, e ofuscaram boa parte dos pós-fixados, que em muitos casos pagaram menos que 100% do CDI.
O CDI é a taxa de referência dos empréstimos interbancários e costuma andar muito próximo da Selic. Em cenários de juros elevados, investidores esperam receber pelo menos 100% do CDI em CDBs. No levantamento, porém, a taxa média ficou abaixo disso, com mínimo de 97,5% em alguns prazos.
Para analistas, aceitar rendimento menor que o CDI significa perder eficiência na carteira sem compensação de risco, já que existem alternativas líquidas – como fundos DI ou o Tesouro Selic – pagando o índice cheio.
Os CDBs atrelados ao IPCA foram os grandes vencedores do mês. O mercado recompensou o investidor pelo risco inflacionário de curto prazo – reflexo da alta do petróleo e da revisão das expectativas de inflação.
Na prática, um juro real próximo de 8% significa que o ganho do investidor superará a inflação nesse percentual, algo raro em séries históricas brasileiras. Por isso, os especialistas classificam o nível atual como janela atrativa, embora recomendem atenção ao prazo escolhido.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Os CDBs prefixados também melhoraram o prêmio: a taxa média de 14,06% ao ano em 36 meses chega perto do CDI vigente (em torno de 14,40%) e da Selic (14,50%). Ainda assim, o prefixado só supera o pós-fixado se a Selic cair de forma significativa durante o período, o que transforma a aplicação em aposta na trajetória de juros.
A expectativa de curto prazo é de estabilidade ou leve compressão das taxas, segundo especialistas. Enquanto o ambiente segue indefinido – com atenção às contas públicas e ao cenário político – o investidor pode priorizar diversificação entre pós-fixados, IPCA+ e prefixados, sempre respeitando objetivos e horizontes de tempo.
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