
O Nubank (NYSE: NU) apresentou a Nu Global, conta digital multimoeda com depósitos convertidos em stablecoins e acesso à negociação de bitcoin e Ethereum, no evento que marcou o início de suas operações financeiras nos Estados Unidos, na quinta-feira, 10 de setembro de 2026. O Brasil está entre os países previstos para a integração inicial nos próximos meses, ao lado de México, Colômbia e Estados Unidos.
A proposta da conta é atender pessoas que precisam administrar dinheiro e enviar remessas entre diferentes países. O banco apresenta o serviço como uma alternativa para movimentar valores internacionalmente sem as altas taxas bancárias mencionadas pela instituição.
Todos os depósitos iniciais da conta são convertidos automaticamente em stablecoins, na proporção de 1 para 1. A estrutura utiliza USDC, com pareamento ao dólar, e EURC, com pareamento ao euro. Assim, essas moedas digitais fazem parte do funcionamento do saldo e das transferências da conta.
Além de movimentar recursos por meio dessas stablecoins, os correntistas podem negociar Bitcoin e Ethereum diretamente no painel, reunindo operações com diferentes ativos digitais no mesmo ambiente.
A abrangência tem uma diferença de precisão: o subtítulo informa atendimento a 35 países, enquanto a descrição das transferências registra mais de 35, em regiões como Europa e América Latina. A integração inicial com Brasil, México, Colômbia e Estados Unidos está prevista para os próximos meses.
Para o fundador e diretor executivo, David Vélez, a ideia do produto surgiu das dificuldades de quem mantém uma vida financeira internacional: necessidade de usar vários aplicativos, câmbio confuso, espera prolongada e taxas elevadas. Segundo ele, o objetivo é levar a experiência do Nubank à gestão financeira entre países, usando tecnologia para oferecer simplicidade e eficiência em escala global.
A estreia da instituição digital de origem latino-americana no mercado norte-americano incluiu um conjunto de ferramentas para pagamentos cotidianos dos consumidores naquele mercado. A cofundadora e executiva do braço da empresa nos Estados Unidos, Cristina Junqueira, apontou os norte-americanos como público principal dessa operação.
A equipe planeja oferecer uma carteira com rendimentos descritos como robustos e transferências nacionais instantâneas sem tarifas. O modelo prevê juros que podem chegar a 4,50% ao ano, dependendo dos gastos na fatura mensal de um cartão sem mensalidade, voltado a despesas domésticas. Portanto, a taxa máxima está associada a uma condição de uso do cartão.
Entre os recursos apresentados está um cartão magnético em versão metálica, destinado a compras presenciais e saques em caixas no território dos Estados Unidos.
Vélez relacionou a expansão ao forte crescimento financeiro da instituição. Como justificativa para a estratégia, citou as metas corporativas alcançadas, com lucro líquido de US$ 1 bilhão e uma base de 140 milhões de clientes. Os executivos fizeram a apresentação das novidades no Nu Stadium.
O Nubank ainda aguarda a emissão de suas credenciais bancárias oficiais pela Controladoria de Moedas. Enquanto espera a autorização nos Estados Unidos, o grupo brasileiro, de São Paulo, opera em parceria técnica com a estrutura local licenciada do Lead Bank.
Use as ferramentas gratuitas do Trader Iniciante para simular investimentos, acompanhar o Tesouro Direto e consultar resultados atualizados.






