A rede de variedades Allmini firmou acordo com a Pop Mart e se comprometeu a interromper a venda de versões falsificadas do Labubu, personagem que se tornou sensação mundial em 2025.
Pelo acerto, a Allmini retirará os produtos irregulares dos pontos de venda e pagará indenização à companhia chinesa, avaliada em mais de US$ 25 bilhões (R$ 129 bilhões) na Bolsa de Hong Kong. O valor da multa está protegido por cláusula de confidencialidade.
Dalton Felix de Mattos, advogado da Allmini, confirmou que a empresa reconheceu a comercialização de itens piratas. Já Diogo Squeff Fries, que representa a Pop Mart no Brasil, celebrou a concordância da varejista em remover os bonecos falsos.
Em fevereiro, seis lojas da Allmini no Rio de Janeiro foram alvo de ação da Polícia Civil que apreendeu 665 unidades falsificadas. O processo judicial aberto pela Pop Mart em março pretendia banir esses produtos do mercado brasileiro.
A Pop Mart inaugurou subsidiária no Brasil na virada de 2025 para 2026. A empresa planeja lançar seu site de comércio eletrônico nos próximos meses e abrir lojas físicas no segundo semestre.
Hoje, exemplares originais do Labubu chegam ao consumidor brasileiro principalmente por importação direta e poucas unidades em redes como a Ri Happy. Com operação própria, a marca pretende centralizar e ampliar a distribuição.
Imagem: redir.folha.com.br
O Labubu foi criado há mais de dez anos pelo artista de Hong Kong Kasing Lung. O boneco, inspirado na mitologia nórdica, impulsionou o crescimento da Pop Mart, fundada em 2010 por Wang Ning.
O modelo de “caixa surpresa” contribuiu para a popularidade do produto, vendido nos Estados Unidos por a partir de US$ 30 (R$ 156) na versão pequena, chegando a mais de US$ 1.200 (R$ 6 mil) em versões de pelúcia.
Em 2024, a companhia contabilizava 130 lojas físicas e 192 máquinas de venda automática fora da China continental. No ano seguinte, abriu mais 109 pontos, quase dobrando esse total. Em 2025, 39% da receita — que alcançou 37,1 bilhões de yuans (R$ 28 bilhões), alta de 185% sobre 2024 — veio de mercados internacionais, incluindo México, Colômbia e Bolívia.
Segundo o Google, o Labubu foi o produto mais desejado pelos brasileiros em 2025, reforçando o interesse da empresa em acelerar sua presença no país.