Os contratos futuros de café robusta negociados na ICE fecharam em alta nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026, revertendo parte das perdas recentes e afastando-se do menor patamar em oito meses registrado no início do mês.
O vencimento mais negociado subiu US$ 65, ou 1,9%, encerrando a sessão a US$ 3.404 por tonelada. No começo de abril, a cotação havia tocado US$ 3.173, nível mais baixo desde agosto de 2025.
Segundo operadores, os embarques de robusta da Indonésia e de Uganda estão recuando por fatores sazonais, enquanto o Brasil inicia a colheita de uma safra considerada volumosa. O Rabobank acrescentou que as exportações brasileiras de robusta dobraram nos primeiros 17 dias de abril em relação ao mesmo período do ano passado.
O Brasil é o segundo maior produtor mundial de robusta, seguido por Indonésia e Uganda.
Na mesma sessão, o café arábica avançou 2,3%, para US$ 2,8915 por libra-peso, após ter tocado na terça-feira US$ 2,7830, mínima desde o início de março. No primeiro dia de aviso de entrega do contrato de primeiro mês, 197 lotes foram aceitos, sinal interpretada pelo mercado como fator de suporte devido ao interesse de vários participantes em receber o produto.
O açúcar bruto ganhou 0,14 centavo, ou 1%, fechando a 13,57 centavos de dólar por libra-peso. Na sexta-feira anterior, o contrato havia marcado o menor preço em cinco anos. Analistas do Rabobank destacaram que o recuo de 7% nos preços do etanol no Brasil, na semana até 17 de abril, reflete o avanço da colheita de cana-de-açúcar e o aumento da produção do biocombustível. Usinas de Brasil e Índia podem direcionar a matéria-prima tanto para açúcar quanto para etanol, de acordo com a rentabilidade.
Imagem: Reuters via moneytimes.com.br
O açúcar branco subiu 0,4%, para US$ 423,70 por tonelada.
Em Londres, o cacau fechou com valorização de 3,7%, a 2.548 libras por tonelada, retomando a máxima de dois meses vista na semana passada. Agricultores de Gana relataram que atrasos nos pagamentos estão dificultando a colheita da safra intermediária estimulada pelas chuvas, apesar dos bons rendimentos no segundo maior produtor global.
No mercado de Nova York, o contrato de cacau avançou 3,6%, para US$ 3.427 por tonelada. Operadores observam expectativas crescentes de recuperação da demanda depois de a commodity ter perdido quase 75% de seu valor desde os recordes do fim de 2024.