A Amazon anunciou o Amazon Now, serviço que promete levar milhares de produtos — de mantimentos a eletrônicos — à porta do cliente em cerca de 30 minutos. A novidade já funciona em quatro grandes regiões dos Estados Unidos e tem expansão planejada para dezenas de cidades até 2026.
Para viabilizar a velocidade, a empresa está montando micro-fulfillment centers, depósitos de menor porte próximos a áreas residenciais. A estratégia reduz a distância percorrida pelos entregadores — fator essencial em logística de “última milha” — e pode diminuir custos de combustível e tempo ocioso.
Segundo a própria Amazon, essa rede curta de abastecimento também:
A Amazon calcula que assinantes Prime economizaram, em média, US$ 550 com fretes rápidos no ano passado — quase quatro vezes o valor da anuidade do serviço. Ao introduzir uma tarifa adicional de US$ 3,99 no Amazon Now, a companhia encontra espaço para:
Imagem: Greg Wehner FOXBusiness
No e-commerce, prazos menores podem reduzir abandonos de carrinho e aumentar a recorrência de compra. A aposta na ultra-rapidez pressiona rivais americanos que já testam entregas em minutos, além de subir a régua para empresas globais que operam em mercados emergentes — inclusive no Brasil, onde grandes varejistas vêm intensificando hubs urbanos e lockers.
Para quem acompanha o setor de varejo e tecnologia, o Amazon Now confirma que logística continua no centro da disputa por participação de mercado. Em um ambiente de juros globais ainda monitorados de perto e margens comprimidas pelo custo de capital, entender como cada empresa financia e monetiza sua infraestrutura pode fazer diferença na avaliação dos riscos do negócio.
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