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Órgãos de segurança e instituições financeiras têm registrado aumento de golpes por telefone em que criminosos se passam por funcionários de bancos ou agentes da lei para induzir clientes a transferir dinheiro e, assim, zerar suas contas.
De acordo com o FBI, os estelionatários utilizam técnicas de spoofing – mascarando o número de origem da chamada – e de phishing para obter senhas, números de identificação pessoal (PIN) e demais dados sensíveis. Com essas informações, convencem as vítimas a movimentar valores para contas controladas pelos próprios criminosos.
Em um dos episódios relatados à emissora ABC 7, a cliente do Chase Jennifer Lichthardt recebeu ligação que exibia exatamente o número impresso no verso de seu cartão de débito. Do outro lado da linha, golpistas afirmaram que funcionários do banco teriam acessado contas de forma indevida. Eles citaram o saldo de Lichthardt “até o centavo”, apresentaram um suposto número de identificação de agentes do FBI e orientaram a cliente a transferir quase US$ 40 mil para uma “conta segura” em uma agência física do próprio Chase, além de enviar milhares de dólares a outro banco on-line. O dinheiro desapareceu no mesmo dia.
Outro caso envolveu Susie Allgood, correntista do Huntington Bank. Segundo ela, um homem que dizia representar o serviço de pagamentos Zelle informou ser necessário “atualizar” sua conta para o modo empresarial a fim de continuar recebendo transferências. Já de posse do número de roteamento bancário da vítima, o golpista orientou o envio de US$ 5 mil via Zelle para garantir a “segurança” do saldo.
Em nota, o Chase reforçou que bancos e empresas legítimas não solicitam, por telefone, e-mail ou mensagem de texto, que o cliente movimente dinheiro nem conceda acesso remoto a computadores ou contas. O banco pediu que consumidores ignorem tais pedidos.
A Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) adverte: se alguém pedir transferência de dinheiro, criptomoedas ou ouro para “proteger recursos” durante uma chamada inesperada, trata-se de golpe.
Imagem: Landon Mion FOXBusiness via foxbusiness.com
Até o momento, nenhuma das vítimas citadas recebeu reembolso dos valores perdidos. Bancos costumam indenizar fraudes não autorizadas, como uso indevido de cartão, mas não ligam para pedir que o próprio cliente envie dinheiro.
Especialistas do FBI explicam que criminosos conseguem dados bancários em bases de dados à venda na dark web ou até revirando lixo comum. Após confirmar informações em sistemas automatizados de atendimento telefônico dos bancos, eles pressionam as vítimas, criando sensação de urgência que reduz a capacidade de decisão.
Suspeitas de golpes podem ser reportadas ao Centro de Reclamações de Crimes na Internet (IC3) do FBI.
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