Baleia mantém megaaposta contra token HYPE mesmo após perda não realizada de US$ 22 milhões

Lucas FerreiraLucas FerreiraCriptomoedasagora mesmo6 Visualizações

Uma única carteira identificada como “0x8ef…” decidiu segurar — e ampliar — uma posição vendida (short) de cerca de US$ 103 milhões em HYPE, token da rede Hyperliquid. Com a cotação em torno de US$ 57,30, o operador já acumula perda não realizada próxima de US$ 22 milhões. A liquidação automática ocorreria se o preço chegar a cerca de US$ 69.

Como funciona a venda a descoberto

Vender a descoberto significa tomar o ativo emprestado, vendê-lo no mercado e recomprá-lo mais barato no futuro. É uma estratégia que depende da queda do preço. No caso da Hyperliquid, o investidor utiliza alavancagem de 5 x, o que multiplica tanto ganhos quanto perdas.

Por que HYPE sobe mesmo com o mercado caindo

  • Rali de 134% no ano: enquanto o índice geral de criptomoedas recua cerca de 16% no período, HYPE se descola com forte alta.
  • ETFs spot nos EUA: lançados em 12 de maio, já atraíram US$ 58,7 milhões em aportes, criando nova porta de entrada para investidores institucionais.
  • Compras de grandes carteiras: uma wallet ligada à Galaxy Digital adquiriu 158 mil HYPE (US$ 8,8 mi) em poucas horas. Outra retirou mais de meio milhão de tokens da Coinbase.
  • Parceria com a Coinbase: a exchange atua como tesouraria do USDC na Hyperliquid, reforçando a narrativa de adoção.

Pressão de short squeeze aumenta risco para o vendedor

Nas últimas 24 horas, a Hyperliquid registrou US$ 36,3 milhões em liquidações; 94% foram de posições vendidas. Quando muitos shorts são fechados à força, a recompra obrigatória dos tokens empurra os preços ainda mais para cima — o chamado short squeeze, que pode ampliar o prejuízo da baleia.

A luz amarela na análise técnica

  • Resistência histórica: a faixa de US$ 59-US$ 60 coincide com o topo de setembro de 2025, que antecedeu queda de 65%.
  • Canal ascendente: o preço encosta na banda superior desse canal; recuos anteriores começaram na mesma região.
  • Índice de Força Relativa (RSI): em 77 pontos, sinaliza condição de sobrecompra.
  • Suportes: projeção de recuo de até 20% coloca alvos em US$ 51,5 e US$ 45, zonas que se alinham a retrações de Fibonacci de 0,78 e 0,62.

Nesse cenário, o shortista recuperaria parte das perdas se o preço recuar, mas só viraria para lucro caso HYPE volte a negociar abaixo do preço de entrada de US$ 44,96 (antes de taxas e funding).

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Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

O que o investidor brasileiro deve acompanhar

  • Volatilidade: movimentos rápidos podem afetar quem opera alavancado ou usa stablecoins atreladas ao dólar.
  • Câmbio: oscilações do dólar impactam diretamente quem converte reais para negociar cripto.
  • Juros altos no Brasil: a Selic elevada mantém a renda fixa atraente, o que pode levar investidores a ponderar o peso de ativos de maior risco na carteira.
  • Liquidez: ETFs nos EUA indicam crescente institucionalização, mas o mercado de derivativos ainda carrega risco de liquidações em cadeia.

Para o investidor iniciante, o episódio ilustra a importância de entender mecanismos como alavancagem, margem e short squeeze antes de operar. Acompanhar fluxo em ETFs, comportamento de grandes carteiras e sinais técnicos ajuda a avaliar a temperatura do mercado, mas não elimina a necessidade de estudo e gestão de risco.

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