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O mês de junho começou com clima de ressaca para o Bitcoin (BTC). Na madrugada desta terça-feira (2), a principal criptomoeda do mercado tocou US$ 67.700, menor cotação desde a primeira semana de abril, acumulando perda aproximada de 22% no ano.
Os ETFs compram Bitcoin de forma física, ou seja, cada cota lastreia a compra do ativo. Quando investidores sacam recursos, os gestores vendem BTC de suas carteiras, pressionando o preço no mercado à vista – o que se reflete rapidamente nas cotações globais.
Perdidos os suportes de US$ 72 mil e US$ 70,8 mil, a consultoria Vault Capital aponta a faixa de US$ 65 mil a US$ 68 mil como próximo ponto de defesa dos compradores. Para quem acompanha gráficos, essa zona costuma concentrar ordens de recompra e pode diminuir a velocidade das quedas.
Enquanto o Bitcoin recuou, o Ethereum (ETH) subiu cerca de 5% em relação ao BTC após o anúncio da venda da Strategy. O Standard Chartered vê “início de superperformance” do ETH e mantém alvo de US$ 4.000 para o fim de 2026. Um dos argumentos é que o ETH pode ser alocado em staking, gerando renda de aproximadamente 3% ao ano – característica ausente no Bitcoin.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Sem um catalisador claro de alta e com ETFs ainda recebendo ordens de venda, analistas avaliam que os próximos dias serão decisivos para saber se o suporte em torno de US$ 65 mil segurará a pressão ou se o ambiente geopolítico e inflacionário continuará ditando a direção do mercado.
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