![EUA propõem tarifa de 25% a produtos brasileiros e ligam medida ao avanço do desmatamento na Amazônia 4 [Mercado Financeiro] EUA propõem tarifa de 25% a produtos brasileiros e ligam medida ao avanço do desmatamento na Amazônia](https://mlxc2yjmu1wd.i.optimole.com/cb:sqX_.3d7/w:1920/h:1080/q:mauto/f:best/https://traderiniciante.com.br/wp-content/uploads/2026/06/traderiniciante-1780470795.jpg)
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou ao governo norte-americano a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras. O documento alega “práticas comerciais desleais” associadas ao desmatamento na Amazônia e cita o pico de área derrubada em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro.
Para o USTR, a derrubada de floresta reduz custos de produção, barateia commodities brasileiras no mercado global e distorce a concorrência. O relatório também aponta a saída de grandes tradings – como Bunge, Cargill e LDC – da Moratória da Soja, pacto privado criado em 2006 que proibia a compra de grãos cultivados em áreas desmatadas após 2008.
O texto norte-americano reconhece esforços recentes do governo Lula para reduzir o desmatamento – em 2025 o índice foi o menor desde 2019 – mas alerta que “administrações futuras” podem reverter os avanços. A análise menciona ainda:
Nada muda de um dia para o outro: a recomendação ainda precisa virar decreto presidencial nos EUA, passar por consultas e definir produtos exatos. Mesmo assim, o simples anúncio eleva a incerteza para exportadores, que já lidam com margens apertadas pelas quedas recentes das cotações internacionais de grãos.
Para o investidor, o episódio ilustra como questões ambientais entram cada vez mais na agenda de comércio exterior. Empresas que não demonstram rastreabilidade correm risco maior de sanções, algo que pode refletir no preço das ações, nos dividendos e até no grau de endividamento.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
A discussão também ocorre num momento em que a União Europeia implementa o regulamento que barra compras de produtos ligados a desmatamento. A convergência de pressões de dois grandes mercados revela uma tendência: a sustentabilidade vem se tornando condição de acesso comercial, não apenas diferencial de marketing.
Para quem investe, acompanhar políticas ambientais, compromissos de governança e transparência nas cadeias de suprimento tende a ganhar peso na avaliação de risco, tanto em renda variável quanto em crédito privado.
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