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O alívio inicial trazido pelos últimos números de inflação nos Estados Unidos durou pouco para os mercados de risco. Depois de tocar a máxima de três semanas, o Bitcoin (BTC) recuou cerca de 1,5% e passou a ser negociado em torno de US$ 64.500, acompanhando a virada negativa das bolsas americanas.
Na terça e na quarta-feira, os índices de preços ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) de junho vieram abaixo do esperado, reforçando a leitura de que a pressão inflacionária nos EUA segue arrefecendo. A notícia trouxe fôlego para ações e criptoativos, pois fortalece a tese de cortes de juros pelo Federal Reserve ainda em 2026.
No entanto, a quinta-feira foi marcada por uma onda de vendas, sobretudo no setor de tecnologia, que devolveu parte dos ganhos recentes. A virada atingiu as criptomoedas, historicamente sensíveis ao apetite por risco de Wall Street.
Entre as blue chips de tecnologia, o maior tombo veio da Micron Technology, que despencou 15% no pregão e já acumula queda de mais de 30% desde a máxima histórica de 22 de junho. O movimento foi acompanhado por realizações em outras favoritas do varejo, como Tesla e Apple, que somaram US$ 200 milhões em vendas nas últimas duas semanas, segundo a Kobeissi Letter.
O volume de giro do investidor pessoa física em ações individuais também chamou atenção: chegou a US$ 370 bilhões, novo recorde anual e bem acima dos US$ 220 bilhões registrados no início de 2026. Esse fluxo indica que parte do público está protegendo lucros após um rali histórico das big techs – dinâmica que respinga em ativos mais voláteis, como o BTC.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
No gráfico, operadores destacam dois níveis que podem travar uma recuperação mais robusta do Bitcoin:
Embora não exista consenso sobre a trajetória até o fim do ano, parte dos especialistas relembra o comportamento de 2022, quando o mercado encontrou o fundo só meses depois dos primeiros sinais de fraqueza.
Para quem acompanha o Bitcoin, a atenção recai sobre a capacidade ou não de o preço superar de forma sustentada a região de US$ 65 mil. Caso as resistências se confirmem, a criptomoeda pode continuar presa a oscilações de curto prazo até que o cenário macro traga uma direção mais clara.
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